Beto Barata/PR
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Temer reúne senadores e destrava 1,5 mil obras

Pacote seria anunciado no dia 2, mas foi adiado para a véspera da votação no plenário do Senado que decide se as acusações contra a presidente afastada Dilma Rousseff são procedentes

Tânia Monteiro e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2016 | 00h56

BRASÍLIA - O presidente em exercício Michel Temer recebeu nesta segunda-feira, 8, no Planalto um grupo de senadores para definir um pacote de 1.519 obras paralisadas. O encontro ocorreu na véspera da votação no plenário do Senado do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) sobre o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. 

A retomada dessas obras, com valores entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões, totalizando R$ 1,8 bilhão, atende a um pedido dos senadores e, indiretamente, é uma forma de fazer um afago a eles – responsáveis pela análise final do impeachment.

Oficialmente, o Planalto tentou demonstrar distância da garantia de votos dos senadores. A votação no plenário nesta terça-feira, 9, embora exija maioria simples para dar andamento ao processo, será uma prévia dos números que Temer terá, no fim de agosto, para garantir ou não a permanência no cargo. 

A definição das obras seria anunciada no dia 2, mas foi adiada para esta segunda-feira, 8. Dos quatro senadores presentes, apenas Hélio José (PMDB-DF) não declarou seu voto, embora na admissibilidade do processo tenha votado contra Dilma. Interlocutores do Planalto dizem que ele deve votar pelo impeachment.

‘Sinal’. “Esta reunião – e a definição da retomada das obras – é uma demonstração clara aos senadores que, se o presidente Temer permanecer no Planalto, acabará o cemitério de obras paralisadas”, disse o senador. Hélio José afirmou que Temer sinalizou que, concluída esta primeira fase, será dado início à segunda etapa, com 365 obras com valores entre R$ 10 milhões e R$ 100 milhões, totalizando desembolsos de R$ 6,94 bilhões. “Isto é outro sinal positivo.”

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