Dida Sampaio
Dida Sampaio

Cerimônia de um ano de governo Temer começa com vídeo crítico à era Lula

Apenas Padilha, Meirelles e Ronaldo Nogueira farão discurso; expectativa anterior era de que todos os ministros falassem

O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2017 | 10h55

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer iniciou, na manhã desta sexta-feira, 12, a cerimônia de comemoração de um ano de governo, na presença de ministros e de líderes de partidos da base aliada. A solenidade foi aberta com um vídeo com crítica à era Lula. A propaganda exibida num telão no Salão Nobre do Planalto mostrou a capa da revista britânica 'The Economist', de 2009, que marcou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva no exterior ao mostrar uma montagem em que o Cristo Redentor decola como um foguete.

"Brazil takes off" (O Brasil decola), narrou em 14 páginas o bom momento econômico brasileiro naquele período. No vídeo, que contou ainda com imagens de portos, de lavouras e jovens teclando no celular, a Secretaria de Comunicação do governo Temer  destaca que o "Brasil do futuro" tem de dar lugar ao "Brasil do Agora".

Com a mudança no formato da reunião ministerial promovida por Temer, poucos antes do início do evento, muitos ministros não tinham sido informados que não fariam mais discursos. Antes da chegada do presidente Michel Temer ao Salão Nobre do Planalto, alguns ministros que já estavam à mesa esperando a comitiva treinavam suas falas. A previsão antes era que cada um teria entre dois e três minutos para fazer o balanço das suas pastas.


Relembre principais momentos do governo Temer:

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, foi um dos que momentos antes do início da cerimônia estava treinando sua fala. Ele, entretanto, não fará mais discurso.

Em seu discurso, Temer afirmou que "com certeza mais que absoluta (...) estamos no caminho certo" e ele lembrou que hoje completa-se um ano de seu governo. "Estamos chegando no final de uma longa recessão. Preparamos o País agora para uma nova fase de mais crescimento", afirmou o presidente, durante cerimônia de balanço e comemoração do primeiro aniversário de seu governo.

O presidente qualificou o atual momento do País como o de "democracia da eficiência" e disse que o governo leva adiante a "importantíssima" agenda de reformas. "Reformas, convenhamos, que nasceram bem antes, com o documento 'Uma Ponte para o futuro', que tem conteúdo programático para o Brasil", afirmou.

Temer afirmou que, para colocar em prática a proposta do documento, era preciso colocar o País "em ordem". "Vocês se lembram da situação de um ano (atrás): rombo bilionário em contas públicas, desemprego preocupante, inflação galopante e juros absurdamente altos", enumerou. "Era preciso também estabelecer o diálogo, que antes não havia. Foi dessa ausência de diálogo que decorreu a dificuldade de governar. Faltava entrosamento entre Executivo e Legislativo. Faltava pacificar o País", acrescentou Temer. "Não queremos brasileiros contra brasileiros. Queremos pacificar o País."

Além de Temer, falarão na cerimônia o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Haverá ainda a fala do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o senador Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), representando o Senado, também farão discursos.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), não compareceu à reunião desta sexta-feira, 12, no Palácio do Planalto, de balanço de um ano do governo Michel Temer. O 1º vice-presidente da Casa, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), representa o peemedebista. O motivo da ausência de Eunício não foi informado. /CARLA ARAÚJO, IGOR GADELHA, FERNANDO NAKAGAWA, EDUARDO RODRIGUES, LORENNA RODRIGUES, FABRICIO DE CASTRO, LU AIKO E LEONENCIO NOSSA 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.