Temer repudia ‘falsas acusações’ de executivo da Odebrecht

Em nota, a assessoria do Presidente disse que todas as doações feitas pela empreiteira foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral

O Estado de S. Paulo

10 Dezembro 2016 | 01h03

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer rechaçou as acusações feitas pelo executivo Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, e assegurou não ter havido caixa 2 nas campanhas do PMDB. Em nota, a assessoria de Temer disse que todas as doações feitas pela empreiteira foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral.

“O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho”, informa a nota. “As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente”, completa.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, classificou a delação do executivo como “mentira” e disse confiar nas investigações. “Não fui candidato em 2014! Nunca tratei de arrecadação para deputados ou para quem quer que seja. A acusação é uma mentira!”

Na mesma linha, o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, negou qualquer irregularidade. “É mentira. Reitero que jamais falei de política ou de recursos para o PMDB com o senhor Claudio Melo Filho”, afirmou.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse, em nota, que a chance de se encontrar irregularidades em suas contas pessoais ou eleitorais “é zero”. “Em quase uma década, não se produziu uma prova contra o senador”, diz o texto divulgado pela assessoria da presidência do Senado.

O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), disse desconhecer a delação “do senhor Claudio Melo Filho”. “O senador está à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos”, disse sua assessoria.

Candidato ao comando do Senado, o líder do PMDB na Casa, Eunício Oliveira (CE), lembrou que todas as suas contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. “O senador nunca autorizou o uso de seu nome por terceiros e jamais recebeu recursos para a aprovação de projetos ou apresentação de emendas legislativas”, afirma a nota de sua assessoria.

Citado na delação do executivo da Odebrecht, o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), também desmentiu ter recebido R$ 1 milhão da companhia, há dois anos. “Em 2014 sequer fui candidato. Desconheço e repilo os fatos citados”, disse Agripino.

Em nota, a Odebrecht informou que não se manifesta sobre a negociação com a Justiça. A empresa ressaltou, porém, ter compromisso “com atuação ética, íntegra e transparente”. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.