Temer rejeita aliança em nome de Alckmin

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer(PMDB-SP), disse nesta segunda-feira que, caso vença a convenção de seu partido para disputar ogoverno de São Paulo em 2002, não pretende abdicar de sua candidatura em nome de umaaliança com o PSDB do governador Geraldo Alckmin.Temer admite a possibilidade deunião com os tucanos caso ela seja reproduzida na área federal, mas ponderou que estahipótese é remota, porque ambos os partidos estão escolhendo candidatos próprios.NoPMDB, além do senador Pedro Simon (RS), deve participar da disputa o mais novo membrodo partido, o governador de Minas Gerais, Itamar Franco.O deputado acredita que as denúncias divulgadas no fim de semana - de que ele seriabeneficiário de um esquema de pagamento de propinas de empresários à Companhia Docasdo Estado de São Paulo (Codesp) ? têm propósito nitidamente político e vieram à tonajustamente na semana em que estava marcada o lançamento de sua pré-candidatura.Eleinformou que já ingressou com interpelação criminal, por meio do advogado AntônioCláudio Mariz de Oliveira, contra Érika Santos, mulher do presidente da Codesp,Marcelo de Azeredo, autora das acusações, que fazem parte de uma processo deseparação litigiosa. "Não permitirei que ninguém macule meu patrimônio moral", disse.Temer não quis apontar responsáveis pelas denúncias. Ele observou que o País estávivendo uma "época de denuncismo", mas sustentou que o PMDB não está envolvido namaioria dos casos apontados. "Tem se falado no PMDB porque Jader Barbalho foieleito", argumentou, referindo-se ao novo presidente do Senado, alvo de acusaçõessustentadas pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).A divulgação da pré-candidatura de Temer foi anunciada nesta segunda-feira, durante reunião daexecutiva do partido, na sede de São Paulo, onde não faltam quadros com o retrato doseu principal adversário e um dos principais nomes paulistas do PMDB, o ex-governadorOrestes Quércia."A coisa foi conversada. Não é novidade nem para mim nem para eleque vamos disputar indicação pelo partido", disse.O deputado acredita ter apoio de deputados federais e estaduais na convenção dopartido que vai escolher o candidato, em maio de 2002, além de membros da base dopartido que tradicionalmente se posicionam na ala quercista.Ele argumenta que "nãoestá de graça nesta disputa, até porque estou saindo não só para obter a legenda comodepois para ganhar as eleições".O tema da segurança deve ser a base da campanha de Temer. O deputado foi quase seisanos secretário de Segurança, além de exercer a presidência da Câmara.Até agora, osnomes cogitados para a sucessão paulista são os do governador Geraldo Alckmin (PSDB), dodeputado federal José Genoíno (PT) e do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB).

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