Temer recebe Rodrigo Janot na tarde desta segunda

Conversa tratará do Programa Segurança sem Violência e do orçamento da Procuradoria-Geral da República

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2016 | 09h58

BRASÍLIA - O presidente em exercício, Michel Temer, recebe na tarde desta segunda-feira, 30, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, às 17 horas, no Palácio do Planalto. O tema da reunião será o Programa Segurança sem Violência e o orçamento da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Antes, Temer tem encontro com o presidente do Instituto Brasileiro de Direito administrativo (IBDA), Valmir Pontes Filho, às 16 horas, também no Planalto.

De acordo com a assessoria da PGR, o encontro já estava agendado há algum tempo e contará com a participação do secretário-geral do Ministério Público Federal (MPF), Blal Yassine Dalloul, que fazia parte da secretaria do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão responsável pelo Programa Segurança sem Violência, cujo objetivo é construir um diagnóstico do sistema prisional brasileiro e apontar soluções para melhorar a eficiências dos presídios.  

Nesta segunda-feira, Temer decidiu manter 'por enquanto' no cargo o ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, que aparece em novos áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, revelados no domingo, 29, pelo Fantástico, da Rede Globo. Nas conversas, há cerca de três meses, quando Silveira ainda era do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ele aconselha Machado e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre como deveriam agir em relação às investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Atualmente, Silveira comanda pasta estratégica para medidas de combate à corrupção no País.

Ele negou ter cometido irregularidades durante as conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro. Na semana passada, após o então ministro do Planejamento Romero Jucá ser flagrado em áudios com Machado, falando em "estancar a sangria" na Lava Jato, Temer teve a primeira baixa no seu alto escalão. Jucá ficou apenas 12 dias no cargo e pediu licença do Planejamento para esclarecer os fatos.

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