Temer prevê fim de déficit fiscal em até 3 anos e diz que Lava Jato não sofrerá obstruções

Em entrevista à emissora de TV americana Bloomberg, presidente reiterou ainda que, por não ter ambições políticas em 2018, ficará à vontade para lidar com questões 'aparentemente impopulares'

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2016 | 08h21

O presidente Michel Temer disse, em entrevista exclusiva à emissora de TV Bloomberg na segunda-feira, 19, que o Brasil ainda terá um "pequeno déficit fiscal" em 2018. "Vai demorar dois ou três anos para eliminarmos (o déficit)", afirmou o presidente.

Segundo Temer, a economia brasileira ainda continua em situação muito difícil. "Mesmo que melhoremos apenas um pouco no próximo ano, será um grande passo à frente," notou.

O presidente previu ainda que o Congresso deverá aprovar a proposta que estabelece um teto para os gastos federais ainda este ano e a reforma da Previdência no primeiro semestre de 2017.

Sobre a Operação Lava Jato, Temer afirmou que não haverá obstruções aos trabalhos de investigação, mesmo que eles passem a focar mais seu partido, o PMDB. "A Lava Jato vai continuar até que seja concluída, e que todos os crimes sejam revelados", disse à Bloomberg.

Temer também afirmou que, por não ter ambições políticas em 2018, ficará à vontade para lidar com questões "aparentemente impopulares", como o controle dos gastos e a reforma da Previdência. "Agora que eu assumi a Presidência definitivamente, vou adotar uma postura mais dura na política e economia", disse.

Ainda na entrevista, o presidente afirmou que poderá analisar se há espaço para ajudar os Estados e que seu governo sempre combaterá o protecionismo

Temer concedeu a entrevista na sede da Bloomberg em Nova York, antes de discursar na abertura da 71ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

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