Temer pode dissolver nesta quinta executiva do PMDB paulista

Vice aguarda o retorno de Valdir Raupp do exterior para conduzir aliado ao comando do partido no Estado

Gustavo Porto, da Agência Estado e André Mascarenhas, do estadão.com.br,

26 de janeiro de 2011 | 18h37

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), aguarda apenas o retorno do presidente interino do PMDB, Valdir Raupp, que está em férias, para definir o processo de dissolução do Diretório Estadual em São Paulo e a nomeação de uma comissão provisória do partido no Estado. A mudança deve alçar um aliado de Temer, deputado estadual Baleia Rossi, à presidência do PMDB paulista e será feita por meio de uma reunião da Executiva Nacional do partido, a ser realizada entre esta quinta-feira, 27, e o início da próxima semana. No diretório nacional do PMDB, a expectativa é de que assunto seja resolvido na presença de Raupp, que volta de viagem ao exterior nesta quinta.

 

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De acordo com Baleia Rossi, que é filho do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, a oficialização do processo acontecerá em uma reunião com Temer, que deve acontecer no período da manhã no gabinete do vice-presidente. "Não está certo se a reunião da Executiva será amanhã, depois, ou no início da próxima semana. Quem decidirá isso será o Michel", disse o deputado nesta quarta-feira, 26.

 

Nos bastidores, no entanto, a dissolução do diretório já é dada como consumada. Segundo um peemedebista que participou das reuniões preliminares para definir a mudança, cerca de 70 dos 90 membros e suplentes da executiva estadual do partido já assinaram suas renúncias. Bastaria formalizar os pedidos, com a entrega dos documentos ao diretório nacional. O assunto foi tema de uma reunião nesta quarta-feira, 26, entre Temer, Baleia e Wagner Rossi e o presidente provisório do PMDB-SP, deputado estadual Jorge Caruso. A assessoria do vice-presidente confirmou a audiência, mas não soube informar o teor do encontro.

 

Caruso ocupa a presidência do PMDB paulista desde a morte do ex-governador Orestes Quércia, em 24 de dezembro. A ausência de Quércia, líder do grupo que disputava espaço político com Temer e Rossi, abriu caminho para que o vice-presidente da República assumisse o controle do PMDB no Estado. Embora esteja licenciado da presidência nacional do PMDB, atualmente exercida por Raupp, é Temer quem controla o partido nacionalmente.

 

A comissão provisória com Rossi no comando do PMDB paulista teria mandato até novembro, quando ocorrerão eleições para a reformulação do diretório. "O importante é que tenhamos tempo para fazer o partido crescer no Estado até setembro, quando é o prazo final para as filiações visando às eleições municipais do próximo ano", afirmou Rossi.

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