André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Temer passará Carnaval no Rio e levará comitiva de 65 pessoas

FHC, Lula e Dilma também utilizaram unidades militares para descansar

Tânia Monteiro, Carla Araújo e Adriana Fernandes, O Estado de S. Paulo

06 de fevereiro de 2018 | 21h13

BRASÍLIA - Após cancelar a viagem de Ano-Novo por problemas de saúde, o presidente Michel Temer decidiu que vai passar o feriado de Carnaval na Restinga de Marambaia (RJ) com a mulher, Marcela, e o filho Michelzinho. A área pertence à Marinha e costuma ser utilizada por presidentes da República. A previsão é que Temer embarque na próxima sexta-feira. A data de retorno ainda não foi definida.

A comitiva da família Temer deve ter em torno de 65 pessoas. No grupo estão seguranças, médicos, enfermeiros, cerimonial, imprensa e ecônomos, que é um funcionário que administra as despesas e as necessidades dos viajantes. Além disso, a família Temer deve levar camareiras, cozinheiros e ajudantes que cuidem da casa. 

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Em nota, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou que a estrutura necessária é estabelecida por lei e que todos os ex-presidentes usaram as mesmas prerrogativas. “O GSI não se manifesta sobre detalhes relacionados à Segurança Presidencial e registra que os protocolos e o efetivo a serem empregados serão mantidos e já foram utilizados, no todo ou em parte, em viagens presidenciais anteriores”, diz a nota.

Os ex-presidentes Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, durante seus mandatos, também utilizaram unidades militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para descansar. 

 

Dilma, assim como o ex-presidente Lula, preferiam a base naval de Aratu, na Bahia. Outro lugar usado pelos ex-presidente Lula e Fernando Henrique Cardoso foi a residência da Aeronáutica, em Fernando de Noronha, que recentemente foi alvo de polêmica por ter recebido a ministra nomeada do Trabalho Cristiane Brasil.

Cuidados presidenciais. Apesar de ser uma área da Marinha, a Restinga de Marambaia não possui serviços e uma infraestrutura considerada fundamental a um chefe de estado. 

A previsão é que a comitiva do presidente inclua dois escalões avançados em duas aeronaves da Força Aérea Brasileira. Com exceção dos médicos, seguranças, cozinheiro e camareira, o restante da comitiva de apoio fica hospedado em Itacuruçá, uma ilha próxima do local destinado ao chefe de estado. Os membros da Aeronáutica que ficam à disposição do presidente se hospedam em Santa Cruz, perto da base aérea. A maior parte dos funcionários fica em quartos duplos. Médicos e coordenador da viagem costumam ter uma habitação privativa.

Sem revelar o valor da viagem de Temer, um auxiliar afirmou que uma viagem presidencial deste porte não sai por menos do que R$ 120 mil. Esse custo estimado não leva em conta as diárias com hospedagem.

No protocolo de segurança há ainda a previsão de contratação de linhas de internet adicional para garantir a comunicação do presidente. 

Há ainda a previsão de deixar uma equipe à disposição do presidente para qualquer eventual necessidade. Faz parte deste efetivo: bombeiros, médicos, ambulâncias e batedores, que ficam de sobreaviso no feriado.

No fim do ano passado, o presidente deixou de ir ao Rio de Janeiro após ser diagnosticado com uma infecção urinária. 

 

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