Temer oferece Desenvolvimento Agrário ao SDD e Trabalho e Previdência Social a PTB e PSC

Oferta teria sido fechada em reunião entre Cunha e Geddel Vieira Lima, apontado como futuro ministro da Secretaria de Governo; Zé Silva e Ronaldo Nogueira são nomes cotados

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2016 | 17h18

BRASÍLIA - O vice-presidente Michel Temer (PMDB) ofereceu os ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Trabalho e Previdência Social ao Solidariedade, PTB e PSC, respectivamente. Interlocutores do vice afirmam que a oferta foi fechada na noite dessa terça-feira, 3, em reunião entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e Geddel Vieira Lima, apontado como futuro ministro da Secretaria de Governo de Temer, e comunicada nesta quarta-feira aos líderes dos três partidos.

Segundo apurou o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência, Estado, para evitar o aumento de ministérios, Temer desistiu da ideia de separar oficialmente Trabalho e Previdência Social em duas pastas diferentes. Na prática, contudo, o comando do ministério será dividido. O PTB deverá indicar o ministro da Pasta e cuidará da área do Trabalho, enquanto o PSC ficará com a secretaria responsável pela Previdência Social. Um dos nomes mais cotados do PTB para o cargo é o do deputado Ronaldo Nogueira (RS), ligado à área.

Já o Solidariedade, que inicialmente cobiçava o Ministério do Trabalho, pretende indicar o deputado federal Zé Silva (MG) para o Desenvolvimento Agrário. Agrônomo de formação, o parlamentar já foi membro de associações, cooperativas e outras entidades ligadas aos empresários rurais. A indicação de Silva será de responsabilidade do presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira (SP), o Paulinho da Força , um dos principais articuladores do impeachment e defensores de Cunha na Câmara.

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