Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Temer nega que PMDB tenha feito convite formal para Marta se filiar ao partido

Senadores da legenda haviam feito chamado extra-oficial à colega, que tem criticado sua atual sigla e o governo Dilma Rousseff

RICARDO BRITO E RICARDO DELLA COLETTA, O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2015 | 16h04


O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, negou nesta quarta-feira, 14, que o partido tenha feito um convite formal para que a senadora Marta Suplicy (PT-SP) se filie à legenda. Uma das fundadoras do PT, Marta sinalizou que poderia deixar o partido ao fazer críticas à legenda e ao governo Dilma Rousseff em entrevista exclusiva publicada no domingo pelo Estado

Marta procura uma saída política para tentar disputar novamente, em 2016, a Prefeitura de São Paulo, que esteve sob comando da petista entre 2001 e 2004. O PT deve apoiar a reeleição do atual prefeito Fernando Haddad.

"Ela não falou com o PMDB", afirmou Temer, na saída do encontro da Executiva nacional do partido em que confirmou o apoio da legenda à candidatura do líder da bancada da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), à presidência da Casa.

A cúpula do PMDB do Senado, contudo, fez um convite informal para Marta se filiar à legenda. Isso ocorreu no fim de dezembro, em jantar promovido na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Estavam presentes ao encontro, entre outros, o ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP), o líder do partido na Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), hoje ministro do Tribunal de Contas da União.

A intenção dos peemedebistas do Senado é ter uma candidata competitiva para concorrer, em outubro de 2016, à Prefeitura de São Paulo. Eles consideram que Marta, ex-prefeita da capital, seria uma forte concorrente por tradicionalmente ter votos na periferia e poder encarnar uma terceira via entre o PT, com Haddad, e o PSDB, que governa o Estado e deve lançar um nome para a disputa.

O PMDB paulistano, entretanto, defende uma aliança com Haddad para a disputa pela prefeitura, com a indicação do novo secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita, como vice de Haddad. Temer tem ascendência sobre o PMDB no Estado, seu berço político.

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