Temer nega papel secundário do PMDB se vencer pleito

O candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB), defendeu hoje que o seu partido não atuará em um possível governo de Dilma como "ator" secundário. Numa tentativa de fortalecer o partido e a candidatura da petista em Santa Catarina, Temer lembrou que, atualmente, o PMDB possui a maior bancada de deputados federais em Brasília e que trabalha para eleger a maioria dos governadores nos Estados.

JÚLIO CASTRO, Agência Estado

09 de agosto de 2010 | 20h55

"O PMDB não pode ser um aglomerado de partidos. Buscamos a unidade para formar um exército e garantir nossa presença em nível nacional. Vamos trabalhar para fazermos um partido nacionalmente organizado para, com isso, ele impor suas razões", afirmou em Navegantes (SC) para um grupo de cerca de 150 lideranças do partido da região do Vale do Rio Itajaí. A região responde por 25% do eleitorado catarinense.

Campanha

A primeira visita de Temer a Santa Catarina na condição de candidato a vice-presidente teve como principal objetivo tentar resgatar a unidade e fortalecer o partido. Santa Catarina aparece nas pesquisas entre os Estados em que sua chapa está inferiorizada em relação à candidatura de José Serra (PSDB). "Vamos, a partir de hoje, consolidar uma virada histórica neste Estado", afirmou.

Quanto ao panorama nacional, conforme as últimas pesquisas, Temer destacou que qualquer avaliação é precoce, porém entende como um fator positivo o crescimento de Dilma nas amostras. Afirmou que o grande ícone do sucesso da campanha chama-se Lula e que ele tem se mostrado como o diferencial na corrida pró Dilma.

Ao se referir as dificuldades encontradas pelas prefeituras em relação à contrapartida obrigatória para a conquista de recursos federais, Temer afirmou que já no primeiro ano de governo vai atuar com uma política de forma a descentralizar os recursos nacionais para facilitar a vida dos municípios.

Sobre questão da demora na reforma política tributária, Temer afirmou que o processo que se arrasta ao longo dos últimos oito anos está bem maturado. Complexo, reconheceu que o processo tende a evoluir na medida em que já existe uma consciência para as mudanças nas áreas.

Destacou também o interesse de seu governo, caso seja eleito, nas tratativas para a votação da Emenda 29, que prevê a injeção de mais recursos federais para Estados e municípios aplicarem na área da saúde. Tão logo completou seu discurso em Navegantes, Michel Temer, que chegou em Santa Catarina num voo fretado - se dirigiu para Balneário Camboriú onde uma concentração de milhares de peemedebistas o aguardava.

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