Temer minimiza disputa entre PT e PMDB por 2º escalão

Sobre a crise entre PT e PMDB na distribuição de cargos do segundo escalão no governo federal, o vice-presidente da República Michel Temer afirmou ser necessário uma série de reuniões para apaziguar a disputa, mas se mostrou confiante quanto a um entendimento. "Tudo se resolverá ao seu tempo e à sua maneira", disse ele, logo depois de participar da cerimônia de transmissão de cargo no ministério do Turismo, na qual o deputado licenciado Pedro Novais (PMDB-MA) assumiu a pasta.

JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

03 de janeiro de 2011 | 17h55

Essa crise na busca de cargos será discutida em reunião de líderes que o PMDB realizará amanhã, da qual participarão Renan Calheiros (AL), líder do partido no Senado; o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara; e o presidente do partido, senador Valdir Raupp (RO). Segundo Temer, "no atual momento tudo exige bastante conversa" com o governo, com o partido apresentando as postulações e esperando os resultados.

Raupp disse que a atual insatisfação do PMDB não causará problemas para a gestão da presidente Dilma Rousseff. Lembrou que o partido, no início do era Luiz Inácio Lula da Silva, ficou de fora do governo por dois anos e somente depois entrou na base.

Ele destacou que, embora a questão dos cargos seja essencial, agora há uma diferença importante, que é o fato de o vice-presidente ser do partido. "Mas uma hora você está em um lugar e depois em outro", disse. As declarações foram concedidas na cerimônia de Pedro Novais no ministério do Turismo, repleta de autoridades peemedebistas, todas demonstrando confiança no fim da crise com o PT.

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