Temer mantém eleição e PFL aceita

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), rejeitou há pouco a questão de ordem do deputado Roberto Brant (PFL-MG), que pedia a suspensão do processo eleitoral até que fossem apuradas as denúncias sobre suposta compra de deputados para transferência departidos no fim do ano passado. O presidente argumentou que o adiamento não poderiaocorrer porque a sessão legislativa ordinária se incia na próxima quinta-feira etanto o regimento interno quanto a Constituição não prevêem a possibilidade deextensão dos mandatos da Mesa depois da primeira quinzena de fevereiro. Ele disse ainda que a migração dos deputados do PFL, que alterou a composição da bancada do partido na véspera da data estabelecida para aferição da bancada majoritária, que teria a prerrogativa regimental de indicar o presidente da Câmara, não é uma assuntodiretamente relacionado com a Câmara. Segundo Temer, cabe à Secretaria Geral daMesa apenas verificar a veracidade das certidões expedidas pela Justiça Federal eacolher a migração partidária dos deputados. Temer disse ainda que, quanto ao pedido de apuração das denúncias, proposto na questão de ordem, ele já encaminhou o caso para a Corregedoria da Câmara. Logo após pronunciamento da decisão, o vice-líder do PFL, Pauderney Avelino (AM), disse que acolhia a decisão e não solicitaria a votação do efeito suspensivo. Avelino reconheceu publicamente que ao estabelecer o dia 15 de dezembro como data para aferição das bancadas, Temer não fez uma "jogada política". Ele disse também que o PFL não desejaria adiar a eleição e que as justificativas do requerimento já foram apresentadas pelo autor, deputado Roberto Brant.

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