Temer evita responder sobre PMDB no caso do fundo de Furnas

Tentativa de mudar a diretoria do fundo de Furnas foi barrada por Lula após impasse com funcionários

Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2009 | 17h39

O presidente da Câmara e do PMDB, Michel Temer (SP), evitou responder diretamente se o partido quer a troca da direção do fundo de pensão dos funcionários de Furnas, o Real Grandeza, por indicados da legenda. "Não tenho essa notícia", disse ao ser questionado se o PMDB queria os cargos. Ele transferiu a questão para o ministro de Minas e Energia, o peemedebista Edison Lobão. "Não é o PMDB que quer (a mudança). É uma questão administrativa do Ministério de Minas e Energia e de Furnas".   Veja também: Funcionários de Furnas fazem paralisação no Rio Lula manda adiar mudanças no fundo de pensão de Furnas Contra trabalhadores, PMDB tenta assumir fundo de pensão de Furnas   Escândalo do mensalão derrubou diretoria em 2005   A tentativa de mudar a diretoria do fundo foi barrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois do impasse entre os funcionários, que não querem a alteração, e a diretoria de Furnas. Funcionários da empresa estatal ameaçaram entrar em greve contra a troca na direção e atribuíram a tentativa de mudança à pressão do PMDB. O Real Grandeza tem um patrimônio de R$ 6,3 bilhões.   O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apontado por funcionários e Furnas como interessado na troca na direção, negou qualquer participação na tentativa de troca. "Não tenho nada com isso", disse. Cunha afirmou não conhecer a atual direção do fundo de pensão nem o nome cotado para assumir o cargo. O deputado afirmou que participou apenas da indicação do ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde.

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