Temer evita comentar contratação suspeita de doméstica

O presidente da Câmara disse que ainda precisa 'conhecer melhor' o episódio para decidir providências

GERUSA MARQUES E LEONARDO GOY, Agência Estado

31 de março de 2009 | 17h37

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse nesta terça-feira, 31, que ainda precisa "conhecer melhor" o episódio da contratação suspeita de uma empregada doméstica com verba da Câmara para decidir que providência será tomada. Izolda da Silva Lima constava na lista de funcionários do gabinete do deputado Osório Adriano (DEM-DF), mas foi originalmente contratada pelo gabinete de Alberto Fraga (DEM-DF), licenciado para ocupar a Secretaria de Transportes do Distrito Federal. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que ela não trabalha na Câmara, mas na casa de Fraga.

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"Não se condena sem julgamento. Eu preciso primeiro tomar contato com tudo isso. Pelo que soube de funcionários, ela foi dispensada. Estou tomando contato com esse tema agora. Vou conhecê-lo para depois verificar o que fazer", afirmou Temer, depois de participar do lançamento da Agenda Legislativa de 2009 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Ele disse que a diretoria-geral da Câmara está levantando todos os dados que permitam uma redução nas despesas da Casa. Temer afirmou ainda que, nos próximos dias, será editada uma resolução com regras para o uso das verbas indenizatórias. O presidente da Câmara disse também que aguarda estudos técnicos sobre a contratação de funcionários não concursados.

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