Temer e Mercadante lideram comício por Dilma em SP

Lideranças de partidos aliados da base governista e de centrais sindicais, puxadas pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e pelo candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB), fizeram hoje o comício final da campanha da petista em São Paulo. O evento foi iniciado com uma caminhada na Praça do Patriarca com milhares de pessoas que se juntaram a outro grupo na Praça da Sé, na frente da catedral.

RICARDO LEOPOLDO, Agência Estado

29 de outubro de 2010 | 18h12

"Dilma tem 57% das intenções de voto, mas até domingo, por todos os cantos do Brasil, vamos trabalhar para que ela tenha 83% dos votos, como o índice de aprovação do presidente Lula", disse Temer, do alto de um caminhão de som. O candidato a vice foi o primeiro a falar no evento e se retirou em seguida, rumo ao Rio de Janeiro, acompanhado do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para acompanhar o último debate presidencial, que será realizado às 22h de hoje pela TV Globo.

Coube a Mercadante fazer o discurso mais inflamado do comício. Ele prestou uma homenagem ao ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner e puxou um coro na Praça da Sé com as duas principais frases que os argentinos têm manifestando nos últimos dois dias: "Obrigado Nestor. Força Cristina."

"Dilma representa a continuidade da integração dos povos da América do Sul e, no aspecto comercial, o Brasil é duas vezes mais importante para a Argentina do que os Estados Unidos, pois 19% das exportações argentinas vêm para o Brasil, enquanto só 8% delas vão para os Estados Unidos", disse Mercadante.

"Dilma é a continuidade da integração, enquanto Serra diz que o Mercosul é uma integração ''cucaracha''. Ele fala grosso com a Bolívia e o Paraguai, mas fala fino com Washington", afirmou o petista, lembrando que a frase foi dita pelo cantor e compositor Chico Buarque em um ato de apoio de artistas e intelectuais a Dilma no Rio. Mercadante disse que Serra não fez propostas como candidato e preferiu falar de outros temas na campanha, como "a bolinha de papel na sua cabeça e o aborto".

Ao deixar o palanque, Mercadante afirmou aos jornalistas que a partir do dia 1.º de novembro, com a esperada vitória de Dilma, o País continuará a crescer de forma sustentada, criando emprego e melhorando a distribuição de renda. "O Brasil vai consolidar esse programa do presidente Lula que começou em 2003 e tornou o País respeitado em todo o mundo", concluiu.

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