Temer e cúpula do PMDB apelam ao candidato de 2018 que defenda legado

Presidente afirma que qualquer um que apoiou reformas não terá como se dissociar de seu governo

Isadora Peron e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2017 | 11h08

BRASÍLIA -O presidente Michel Temer e a cúpula do PMDB disseram nesta segunda-feira, 18, que o candidato do campo governista na disputa presidencial de 2018 não vai conseguir dissociar a defesa das reformas do legado da atual gestão.  

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Durante evento realizado na Fundação Ulysses Guimarães, nesta manhã, em Brasília, o  presidente, os ministros Moreira Franco (Secretaria de Governo) e Eliseu Padilha (Casa Civil)  reforçaram que o candidato da base terá de cumprir essa missão. Segundo Temer, qualquer um que defender as reformas não terá como se dissociar de seu governo. “Quem for candidato à Presidência da República e disser que vai continuar (no governo) ou que terá também um governo de reformas,  estará cravado na sua campanha a tese do acerto do nosso governo”, disse. O presidente do partido, Romero Jucá (RO), afirmou que as reformas "têm o carimbo" do PMDB.

Temer falou que ousou para “fazer uma revolução na política administrativa e econômica do nosso País” e que na campanha do ano que vem “estará gravado” que o governo Temer tem um programa.  

“Vamos ter sim candidato para defender o nosso legado. Seja com candidatura própria, seja através de alianças, mas teremos que ter sim a defesa do legado do governo do presidente Michel Temer”, disse Padilha.

Para Jucá, as medidas tomadas pelo governo para tirar o País da crise mudaram as vidas das pessoas e é preciso que o partido defenda isso.  “Nós temos que ter o carimbo do MDB (proposta de novo nome do PMDB) nas ações que o presidente Michel Temer está fazendo. Na eleição do ano que vem nós temos que defender esse legado”, disse.

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'NÃO ESPERÁVAMOS CHEGAR AO PODER'

Em seu discurso Temer afirmoou que chegou ao poder com “um programa determinado” e, sem citar a ex-presidente Dilma Rousseff, disse que ao assumir resolveu adotar os programa "Ponte para o Futuro", que, segundo ele, foi ignorado por sua antecessora. “Não foi sem razão o governo vigente tomou aquele gesto de oposição”, disse, ressaltando que “é claro que não esperávamos chegar ao poder”.

Temer afirmou que está fazendo “precisamente o que está no Ponte para o Futuro” e que partido teve “coragem e ousadia”. “Com todas as oposições ferozes que foram realizadas no período, a primeira foi dizer que houve um golpe, quando as pessoas não viam a Constituição brasileira”, afirmou.


 

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