Temer e Amorim elogiam discurso de Dilma na ONU

O presidente em exercício Michel Temer disse que as diferentes posições manifestadas pelos presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e Dilma Rousseff, do Brasil, em relação à admissão da Palestina como membro pleno da Organização das Nações Unidas (ONU) representam a soberania de ambos os Estados, nesta quarta-feira, em Porto Alegre, onde visitou o centro de comando da Operação Ágata 2.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

21 de setembro de 2011 | 21h35

"Essa questão vai depender de muita negociação", previu, para, em seguida, elogiar o discurso de Dilma na ONU. "Esse momento da assembleia da ONU, em que a presidenta muito adequadamente se manifesta, é mais um instante que incentivará as negociações para aquilo que o Brasil deseja e prega, que é a paz entre todos os países".

Amorim, que foi ministro das Relações Exteriores durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003 a 2010), disse que não lhe cabia avaliar, mas, mesmo assim, definiu o discurso de Dilma como "excelente" e fez uma breve análise: "Os pontos mais importantes, tanto quanto me é dado acompanhar, ela cobriu muito bem no que diz respeito à política externa brasileira, com ênfase também em aspectos saúde, desenvolvimento econômico e crise econômica, que também é um aspecto importante".

Amorim também confirmou que está acertada uma redução gradual da presença de soldados sul-americanos na Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti, mas não entrou em detalhes sobre a retirada dos 2,2 mil brasileiros que estão naquele País. "Na prática deve haver uma pequena redução, mas eu não me atreveria a dizer agora porque o Brasil ocupa áreas críticas de Porto Príncipe, sobretudo", explicou. "Talvez um contingente nosso a ser reduzido neste momento não seja muito grande, talvez uns 150 homens".

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