Michel Temer (@micheltemer)/Twitter
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Temer diz que vai respeitar decisão da Justiça sobre Cristiane

Presidente comparou a situação dela com a de um ministro dos Transportes que tenha multas e ou a de um da Saúde que fume

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2018 | 23h08

SÃO PAULO - O presidente Michel Temer (MDB) afirmou, em entrevista à Band exibida na noite desta terça-feira, 6, que mantém a indicação de Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho e que respeitará a decisão final da Justiça. A nomeação da deputada foi barrada por uma sequência de decisões judiciais e está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF).

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"Evidentemente, eu vou obedecer o que o Judiciário acabar decidindo", disse Temer.

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O presidente defendeu a prerrogativa de o presidente da República nomear ministros e comparou a situação da deputada, que é alvo de processos trabalhistas, com a de um ministro dos Transportes que tenha recebido multas de trânsito ou a de um ministro da Saúde que fume.

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"Eu estou caricaturando um pouco para demonstrar que até ao nomear eu posso cometer um eventual equívoco administrativo. O que não posso cometer é equívoco jurídico. É por isso que, ao utilizar a competência privativa, como disse, do presidente da República, eu fiz o correto."

Temer declarou não se arrepender de ter escolhido Cristiane Brasil para o cargo.

Inquérito

Conforme informou o Estado no último sábado, 3, Cristiane é alvo de um inquérito policial que apura suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico durante a campanha eleitoral de 2010. A investigação foi enviada à Procuradoria-Geral da República, em Brasília, porque ela dispõe de foro privilegiado.

Para o advogado de Cristiane, André Miranda, o inquérito que investiga sua cliente tem como base uma denúncia "apócrifa", sem fundamentos.

Combustíveis

Na entrevista à Band, o presidente prometeu soluções para evitar que as distribuidoras de combustíveis repassem ao consumidor apenas os aumentos que saem das refinarias.

"Agora, nós estamos vendo fórmulas jurídicas de como obrigar, quando haja a redução do preço do combustível, que também isso repercuta na bomba." O presidente disse esperar para "logo" dar uma solução para o problema. 

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