DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Temer diz que trabalha pela aprovação da PEC do financiamento empresarial

Para vice, aprovação de mudança na Constituição 'contornaria' decisão do STF, que julgou inconstitucional esse tipo de doação

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2015 | 13h52

BRASÍLIA - Um dia depois de a presidente Dilma Rousseff vetar a doação de empresas a campanhas, o vice-presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira, 30, que está trabalhando para que o Senado aprove a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que regulariza esse tipo de financiamento.

Historicamente, PT e PMDB sempre divergiram sobre essa questão. Enquanto o partido da presidente defende o financiamento público exclusivo de campanhas, o do vice considera adequado um partido receber doações empresariais.

Temer, porém, afirmou que Dilma agiu corretamente ao vetar o trecho do projeto da reforma política que tratava desse tema, já que o Supremo Tribunal Federal havia decidido no início do mês declarar inconstitucional o financiamento empresarial de campanhas.

Ele, no entanto, afirmou que a aprovação de uma mudança na Constituição “contornaria” a decisão do Supremo e iria solucionar esse problema. “Eu falei, como presidente do PMDB, que se tentasse aprovar aquela Proposta de Emenda Constitucional que está no Senado, porque resolve a matéria referente a financiamento de campanha, e na verdade, acaba contornando a própria declaração que o Supremo Tribunal Federal fez, de maneira adequada, referente à inconstitucionalidade da lei”, disse.

Oposição. Pela manhã, Temer recebeu lideranças da oposição Câmara para conversar sobre o assunto. Os deputados afirmaram que vieram procurar o vice na condição de presidente do PMDB e do renomado constitucionalista que ele é. Durante a reunião, o vice ligou para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e pediu para que ele recebesse o grupo.

Na terça, Renan recuou da ideia de acelerar a tramitação da PEC que permite que empresas doem para partidos políticos. Após uma reunião com os líderes das bancadas no Senado, o peemedebista afirmou que não havia consenso sobre a matéria. 

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