Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

'Governo fez em 17 meses o que não foi feito em 20 anos’, diz Temer

Discursando em conferência do banco Santander, presidente exalta medidas de seu governo e reforça importância da reforma da Previdência

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2017 | 17h10

SÃO PAULO - Durante a conferência anual do Banco Santander, que aconteceu hoje em São Paulo,  o presidente Michel Temer afirmou que o seu governo "fez em 17 meses o que não foi feito em 20 anos". Para demonstrar seu ponto de vista, Temer listou ações como a PEC dos gastos, o projeto de terceirização, a reforma trabalhista, o novo modelo de governança nas estatais e outras.

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"Um debate franco sobre o Brasil exige reconhecer que os últimos anos têm sido desafiadores, mas que agora o Brasil tem rumo", disse o presidente. Segundo ele, "a pressa é o que move um governo de 15 meses". "Temos que fazer tudo rapidamente", sentenciou.

Temer afirmou que no seu governo a postura é de "encarar os problemas de frente, sem recorrer a atalhos". E que tem adotado medidas populares e não populistas. "As medidas populistas causam prejuízos,  as populares serão reconhecidas no futuro. Meu governo não cede ao populismo, mas persegue a eficiência", disse.

O presidente afirmou ainda que a reforma da previdência é uma "reforma pra hoje" - e usou o Rio de Janeiro como o resultado de uma crise previdenciária." "Temos que reformular a previdência em pouquíssimo tempo". Ele afirmou que a reforma da previdência irá atingir os privilegiados do serviço público e não o trabalhador que ganha um ou dois salários mínimos. Para o presidente, as críticas à reforma são apenas de natureza política. Ele também afirmou estar trabalhando em um projeto de simplificação tributária. 

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Sobre a reforma política, Temer voltou a dizer que em seu governo "o legislativo é parceiro"e que "trabalhamos juntos para governar juntos". Em tom de crítica, Temer disse que o "Brasil tem uma vocação centralizadora e que o povo parece gostar dessa centralização".

Nesse sentido, segundo o próprio presidente, o seu governo estaria quebrando esse paradigma centralizador e trabalharia para "quebrar esse ciclo histórico de que a cada 25, 30 anos haveria a necessidade de um novo estado". Temer afirma que o que é preciso é seguir as diretrizes da Constituição de 1988 e " continuar  com as adequações modernizantes da estrutura governativa, econômica e social".

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No final do evento, o presidente disse para os presentes que saíssem de lá com a "alma inflamada" divulgassem suas ideais e os benefícios da reforma.

O presidente deixou o teatro Santander sem falar com a imprensa.

O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, elogiou o presidente dizendo que com Temer houve uma "mudança importante na doutrina econômica".

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