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Temer diz que quer compreensão da sociedade sobre reformas da Previdência e trabalhista

O presidente afirmou ainda que no caso da reforma trabalhista a ideia é falar em 'readequação' e 'modernização' da relação entre empregado e empregador, para, segundo ele, garantir e gerar empregos

Carla Araújo, Tânia Monteiro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

31 de agosto de 2016 | 19h00

O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira, 31, durante sua primeira reunião ministerial após ser efetivado no cargo, que quer ter a compreensão da sociedade brasileira em relação a necessidade de reformas, como a previdenciária e a trabalhista. "Pedi que haja uma campanha de publicidade sobre necessidade da reforma da previdência, essas coisas têm que ser divulgadas, esclarecendo à população. Não queremos fazer coisa de cima para baixo, queremos que haja compreensão da sociedade brasileira", disse, ressaltando que acredita que agora "já há condições para essa compreensão."

O presidente afirmou ainda que no caso da reforma trabalhista a ideia é falar em "readequação" e "modernização" da relação entre empregado e empregador, para, segundo ele, garantir e gerar empregos. 

Temer fez um apelo aos seus ministros para que conversem com parlamentares, já que todos representam vários partidos, e mostrem a necessidade de aprovar matérias e reformas que o seu governo está propondo. Segundo Temer, agora o governo é composto de uma "coletividade partidária". "Não é um partido que está no poder e despreza os demais, pelo contrário, é um partido que está no poder e que preza pelos outros", afirmou. 

Sem citar a presidente cassada Dilma Rousseff, Temer afirmou que o que mais se dizia no passado "e era desagradável" é que os partidos não participavam da formulação das politicas. "Não quero que aconteça no nosso governo", afirmou. 

Ao destacar que quer uma "conexão permanente" entre Executivo e Legislativo, Temer rechaçou, segundo ele a "tese" de alguns veículos de imprensa, de que o governo recuou em  algumas propostas e disse que jamais vai "abandonar a tese que temos que dialogar" instistentemente. "Há algumas coisas que não podemos abrir mão. Temos que insistir junto as bancadas, e eu farei pessoalmente, para que possamos da aprovação dessas matérias".  

O presidente destacou que o governo tem tido "apoio extraordinário" do Congresso e citou a aprovação de medidas provisórias ontem e também o fim da votação do projeto de Lei Complementar 257/2015, que trata da renegociação da dívida dos Estados. 

Temer disse ainda que a PEC do teto dos gastos é fundamental para o País, mas as vezes, é uma matéria "mal compreendida". "Vamos reunir a bancadas uma a uma, eu próprio comparecerei com técnicos para que possamos sensibilizar (da importância da matéria)".

Temer pediu aos ministros que "cada um cuide com afinco com a sua área" e afirmou que não há nenhum impedimento que os ministros de manifestem. "Pelo contrário, quando os senhores se manifestam sempre é para prestigiar o governo", disse, ressaltando que pedia "a gentileza" de os ministros enfatizarem em suas manifestações que não há medidas isoladas e que eles falam em nome do governo. "O ministro não tomou medidas por conta própria, mas em função do governo", completou. 

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