Andrei Netto;Estadão
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Temer evita falar sobre cortes e diz que qualquer palavra pode ter significado 'equivocado'

Ministros do PMDB na comitiva de Temer em Moscou, como Eduardo Braga, das Minas e Energia, e Henrique Eduardo Alves, do Turismo, já haviam antecipado que o vice concordou com os argumentos expostos por telefone pela presidente sobre ajuste

Andrei Netto, enviado especial, O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2015 | 18h04

Varsóvia - O vice-presidente Michel Temer justificou, no final desta noite, em Varsóvia, sua opção de não falar aos jornalistas a respeito dos cortes no orçamento e da proposta de aumento de impostos apresentada pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, na segunda-feira, em Brasília. 

"Eu não vou falar nada, gente", respondeu, quando questionado em sua chegada ao hotel após o jantar. "Cada meia palavra que eu falo pode ter um significado equivocado", alegou. 

Mais cedo, quando de sua chegada à cidade, vindo de Moscou, Temer afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que só falaria sobre o assunto depois de retornar ao Brasil e ouvir o PMDB.

Ao Estado ministros do PMDB na comitiva de Temer em Moscou, como Eduardo Braga, das Minas e Energia, e Henrique Eduardo Alves, do Turismo, já haviam antecipado que o vice-presidente concordou com os argumentos expostos por telefone pela presidente Dilma Rousseff sobre a necessidade do ajuste. No pacote do governo, estão a recriação da CPMF, o aumento de impostos e os cortes propostos para preencher o déficit de R$ 30 bilhões no orçamento de 2016. 

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