Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Temer diz que não há espaço para todo o PMDB no governo porque o partido é 'muito grande'

Inicialmente, foram oferecidos à bancada da sigla da Câmara o Ministério da Saúde e a nova pasta de Infraestrutura, mas negociações não chegaram a um consenso

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2015 | 14h21

BRASÍLIA - Após passar o dia em reunião com aliados do PMDB, o vice-presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira, 28, que a presidente Dilma Rousseff vai decidir “da melhor maneira” o espaço que caberá ao partido na nova configuração da Esplanada dos Ministérios. Questionado se haveria lugar para todos os peemedebistas no governo após a reforma, o vice disse que não, porque o PMDB era “muito grande”.

“Não cabe todo mundo, porque o PMDB é muito grande. Na verdade, haverá representação de todos, a presidente que está definindo isso e ela vai decidir da melhor maneira”, afirmou.

O vice, que estava no exercício da Presidência desde quinta-feira, disse também que não conversou sobre o assunto com Dilma enquanto ela estava em Nova York e que as negociações devem ser retomadas nesta terça-feira, 29. A previsão é de que o anúncio das mudanças seja feito na quarta-feira, mas auxiliares da presidente acreditam que isso possa acontecer somente na quinta.

Conversas. Durante o dia, Temer recebeu quatro dos seis ministros do PMDB, além do prefeito do Rio, Eduardo Paes. Estiveram com o vice Eliseu Padilha (Aviação Civil), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Kátia Abreu (Agricultura) e Helder Barbalho (Pesca). Segundo auxiliares de Temer, as conversas giraram em torno da preocupação dos ministros em relação à reforma, especialmente dos que temem não continuar no governo.

Na semana passada, a presidente adiou o anúncio das mudanças diante de um impasse com o PMDB. Para contemplar a bancada do partido na Câmara, Dilma juntaria os ministérios da Aviação Civil e dos Portos para criar o Ministério da Infraestrutura, que ficaria sob o comando de um nome indicado pelo líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ). O arranjo, porém, tiraria da Esplanada dois nomes ligados a Temer: Padilha e e Edinho Araújo (Portos).

Com a provável extinção do Ministério da Pesca, a presidente também tem que tentar realocar Helder, que é filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), um aliado importante no Congresso. Dilma também teria recuado na ideia de acabar com o Turismo para manter Henrique Eduardo Alves no posto.

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