Andre Dusek/Estadão
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Temer diz que não há bomba fiscal e que pauta será tratada com tranquilidade'

Na avaliação do vice-presidente, a pauta remanescente do período pré-recesso legislativo será tratada com 'muita tranquilidade' com o retorno dos parlamentares ao trabalho

RAFAEL MORAES MOURA, O Estado de S. Paulo

04 de agosto de 2015 | 16h13

Brasília - Responsável pela articulação política do Palácio do Planalto, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) disse na tarde desta terça-feira, 4, que não há "bomba fiscal" em tramitação no Congresso Nacional, ao se referir às propostas que provocam aumento de gastos públicos. Na avaliação de Temer, a pauta remanescente do período pré-recesso legislativo será tratada com "muita tranquilidade" com o retorno dos parlamentares ao trabalho.

"Não há bomba fiscal. Essa pauta de agora é uma pauta que remanesceu do período antes do recesso, não é pauta bomba. Essas coisas serão cuidadas com muita tranquilidade", disse Temer, ao chegar ao gabinete da Vice-Presidência no Palácio do Planalto.

Para o vice-presidente, "sem dúvida alguma" é possível desarmar uma agenda repleta de medidas que oneram os cofres públicos, como a criação de um piso nacional para policiais e bombeiros e o aumento médio de 59% para os trabalhadores do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do MP, em tramitação no Senado. "É diálogo", afirmou.

Jantar. Temer participou na noite desta segunda-feira, 3, de jantar com ministros, líderes e presidentes de partidos da base aliada no Congresso. Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff disse não ter medo, garantiu que aguenta pressão e prometeu procurar representantes de outros poderes, como o Judiciário. Dilma também solicitou a rejeição de "pauta-bomba" do Congresso Nacional, repetindo o tom de discurso feito em reunião com governadores na semana passada.

"Foi uma boa conversa, um clima muito positivo, muito agradável até. Sem nenhuma perturbação ou preocupação, foi isso que se deu no jantar de ontem", comentou o vice-presidente. Segundo Temer, todos os líderes presentes assumiram o compromisso com a estabilidade fiscal.

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