Temer diz que 'nada atrapalha' votação da segunda denúncia nesta quarta

Presidente prevê sessão, enquanto deputado da CCJ pede a Maia mais prazo para avaliar admissibilidade de acusação

Tânia Monteiro, Daiene Cardoso e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2017 | 16h06

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer disse no início desta tarde de terça-feira, 17, ao deixar a residência do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), que "nada atrapalha" a votação prevista para quarta-feira, 18, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que aprecia a segunda denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O presidente do colegiado, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), no entanto, pediu ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mais prazo. Ao ser questionado se o vídeo do delator Lúcio Funaro, divulgado no último final de semana, atrapalhava a votação, presidente respondeu que "nada atrapalha".

Heráclito recebeu o presidente Temer, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, e outros parlamentares para um almoço nesta terça-feira, 17. "Aqui é proibido falar de crise. A conversa foi uma conversa leve. Se ele tivesse tenso, ele não sairia do Palácio. Prova disso (que não está tenso) é que ele veio aqui sem hora para sair. Eu o convidei para comer uma galinhada. É proibido falar de coisa ruim", afirmou o deputado após a galinhada.

Nesta noite, Temer vai oferecer um jantar para o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), no Palácio do Jaburu. O encontro foi confirmado por auxiliares do presidente, mas também não consta na agenda oficial até o momento. Doria, que tem feito agendas nacionais para se cacifar para concorrer à Presidência no ano que vem, tem agenda nesta terça-feira em Brasília.

PEDIDO

Enquanto Temer comia a galinhada, Pacheco encaminhou para o presidente da Câmara um requerimento solicitando prazo de mais três sessões para o colegiado concluir a apreciação da admissibilidade da segunda denúncia contra Temer.

Segundo a assessoria de Pacheco, o peemedebista agiu com precaução porque o prazo das cinco sessões da CCJ para apreciação da denúncia terminará na quarta-feira, 18. Os governistas querem votar o relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) nesta quarta, mas Pacheco só encaminhará a votação quando todos os deputados inscritos tiverem se manifestado na comissão. Por volta das 15h15, havia cerca de 40 deputados inscritos para falar. 

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