DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Temer diz que gostaria que julgamento no TSE fosse 'o mais rápido possível'

Em entrevista à rádio Bandeirantes, presidente afirmou que o processo é algo que atrapalha o governo e a retomada da economia

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2017 | 11h42

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira, 6, que gostaria que a ação que está no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que pode cassar a chapa das eleições de 2014 Dilma-Temer fosse julgada "o mais rápido possível", pois é algo que atrapalha o governo e a retomada da economia. "Eu gostaria que fosse julgado o mais rapidamente possível seja qual for a decisão. Estarei sempre obediente às decisões dos tribunais", afirmou Temer à rádio Bandeirantes. "Daí você tira uma pauta negativa da sua frente", completou.

Nesta semana, o TSE resolveu ouvir novas testemunhas - como o marqueteiro João Santana - e o julgamento não tem data para ser retomado.

Ao jornalista José Luiz Datena, Temer afirmou que havia escutado em algum programa suposições de que ele estaria envolvido em ilegalidades e ressaltou que não teve "participação em nenhuma bandalheira".

Temer destacou ainda que Marcelo Odebrecht em sua delação confirmou que "jamais" conversou com ele sobre valores na campanha. O presidente disse ainda que a decisão sobre o futuro da ação cabe ao TSE, mas que o ideal é que fosse declarada "a improcedência da ação". "Isso daria tranquilidade ao País". "É importantíssimo que se julgue o mais rápido possível, esse é meu desejo", reforçou.

O presidente rechaçou a ideia de "estar junto e misturado" com a ex-presidente Dilma Rousseff e afirmou que juridicamente seus advogados estão convencidos que as contas foram prestadas separadamente e foram julgadas em conjunto. "O problema não é da aplicação de recurso, mas da arrecadação, se foi lícita ou ilícita. E eu digo que em relação à arrecadação as contas são separadas", afirmou.

Economia. O presidente destacou que a economia está aos poucos sendo retomada e que a inflação e os juros estão caindo. Ele destacou a medida tomada pelo governo para acabar com o crédito rotativo no cartão de crédito e disse que a liberação do FGTS inativo ajudou a injetar recursos na economia.

"Eu tenho seis meses de mandato efetivo, quatro primeiros meses foram como interino. Nesses seis meses, agora em fevereiro está acontecendo uma coisa que esperávamos que acontecesse no segundo semestre, quase 36 mil vagas abertas e preenchidas, portanto recuperando minimamente ainda o emprego", disse.

Temer destacou ainda que a agência de classificação de risco Moody's tirou o Brasil da perspectiva negativa para estável e que o governo tem conquistado pontos que podem ajudar na retomada no grau de investimento. "Quando pegamos o governo, tínhamos 571 pontos negativos nas agências internacionais, hoje temos 285 pontos. Quando chegarmos a 240 pontos recuperaremos grau de investimento, que tem função internacional relevante, que significa confiabilidade no país." 

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