Temer diz que disputa por cargos no governo Dilma 'amainou'

Vice-presidente afirma que PMDB está momentaneamente satisfeito

Rodrigo Viga Gaier, da Reuters

17 de janeiro de 2011 | 13h54

RIO DE JANEIRO - O PMDB está momentaneamente satisfeito com os cargos que ocupa no governo da presidente Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira o vice-presidente Michel Temer, que disse ter orientado a bancada do partido a agir com responsabilidade no Congresso.

"Já amainou, o PMDB já conseguiu os ministérios que conseguiu e teve até uma redução na sua densidade ministerial", afirmou Temer, que é presidente licenciado do PMDB, a jornalistas.

Temer reuniu-se com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e com o prefeito, Eduardo Paes, seus colegas de legenda na capital fluminense, onde participou de um congresso sobre a Justiça.

O vice-presidente comentou ainda a distribuição de cargos no segundo escalão da administração federal e negou a possibilidade de retaliação no Congresso por eventuais peemedebistas insatisfeitos.

"Quando esse problema (cargos no segundo escalão) vier, o PMDB e os outros partidos vão examinar", disse ao afirmar que ele mesmo propôs que a discussão sobre o segundo escalão fique para depois da eleição para presidência da Câmara dos Deputados.

"Não haverá isso (retaliação). Nem da parte do PMDB nem dos demais partidos. O Congresso brasileiro é absolutamente responsável", avaliou.

Recentemente parlamentares do PMDB sinalizaram que poderiam usar a definição do valor do salário mínimo para pressionar o governo por um espaço maior nas nomeações para o segundo escalão.

O líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves, chegou a afirmar que os peemedebistas precisavam ser convencidos pelo governo do valor proposto inicialmente pelo Planalto, de 540 reais.

Na sexta-feira, no entanto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que afirmara que Dilma vetaria qualquer valor acima de 540 reais, anunciou que o governo editará uma medida provisória estabelecendo o valor do mínimo em 545 reais a partir de 1o de fevereiro. O valor de 540 reais para 2011 havia sido anunciado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de deixar o cargo. 

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