André Duseck|Estadão
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Temer deve anunciar novo ministro da Justiça após o carnaval

Após recusa do ex-ministro do Supremo Carlos Velloso, vice-procurador geral da República, José Bonifácio de Andrada, está cotado para ocupar o cargo; ele é próximo do senador Aécio Neves

Erich Decat, Lu Aiko Otta, O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2017 | 11h16

BRASÍLIA - Após a recusa do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso, o presidente Michel Temer pretende definir um novo nome para o ministério da Justiça somente após o carnaval. A escolha, portanto, deve ocorrer apenas na primeira semana de março.

De acordo com auxiliares palacianos, Temer não deve fazer novas rodadas de consultas para o cargo neste final de semana. A orientação é de aguardar a realização da sabatina do ministro licenciado da Justiça Alexandre de Moraes, prevista para a próxima terça-feira.

Moraes foi indicado por Temer para a vaga no STF que era ocupada pelo ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo. Se o nome dele for aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, ainda deverá ocorrer nova votação no plenário da Casa, no mesmo dia.

A orientação de Temer de aguardar a sabatina para retomar as negociações ocorre após a recusa do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso em ocupar o ministério da Justiça, o que reabriu a disputa entre o partido do presidente, o PMDB e seu principal aliado, o PSDB, por espaço na Esplanada. Segundo interlocutores, Temer não tinha um "plano B".

Com Velloso fora do páreo, um dos nomes que passou a ser mais cotado para o ministério da Justiça é o do vice-procurador geral da República, José Bonifácio de Andrada. Até ontem, segundo relatos, ainda não havia ocorrido nenhuma conversa oficial entre Temer e Andrada. O presidente já teria procurado, contudo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na última quarta-feira, para tratar sobre a possibilidade da escolha de seu vice.

Além do ministério da Justiça, Andrada também é cotado para substituir Janot, no comando da PGR a partir de setembro. Assim como Velloso, ele é próximo do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e inclusive já atuou como Advogado-Geral do Estado de Minas Gerais, na gestão do tucano à frente do Estado. O vice-procurador também foi advogado geral da União no governo de Fernando Henrique Cardoso.

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