Temer descarta ministério

O deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), descartou nesta tarde em SãoPaulo a possibilidade de assumir o ministério da Integração Nacional. "Isso está descartado e é definitivo", afirmou ele, explicando que o seu projeto é o governo de São Paulo, além da disputa interna, em seu partido, para assumir a presidência da legenda. Temer afirmou que está empenhado, assim como o senador Maguito Vilela (PMDB-GO), em formar uma grande composição para que em setembro ele dispute a presidência do PMDB. "Eu estou entusiasmado com essa idéia. O Maguito assumiria agora e eu trabalharia par a que em setembro pudesse assumir", disse ele. Temer afirmou ainda que não acredita que a imagem do PMDB ficará abalada por conta do envolvimento do presidente do Senado Jader Barbalho (PMDB-PA), em irregularidades na Sudam. "Não acho que a imagem do partido ficará abalada assim como a imagem do PSDB, que está tentando impedir a CPI dacorrupção. Também não deve ficar abalada a imagem do PFL por conta do envolvimento do senador Antônio Carlos Magalhães na violação do painel", afirmou Temer.Ele acrescentou: "acho que isso não é uma questão partidária e sim de membros do partido." O deputado federal, que participa na capital paulista de uma reunião do Conselho de Estudos Jurídicos Fecomercio-SP, disse que "viu com tristeza" a saída do ex-ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) do PMDB. "Ele sempre foi um bom militante do partido. Teve esse acidente (suposto envolvimento em irregularidades na Sudene), que está sendo explicado por ele, mas eu não tenho detalhes", afirmou. Liberação de VerbaSobre o fato de deputados estarem recebendo liberação de verbas para queretirem suas assinaturas do pedido de CPI da corrupção, Temer afirmou: "a história da liberação de verba não é verba que o governo entrega para o parlamentar. O que o governo está fazendo ou estará fazendo é cumprir a lei orçamentária, que estabelece emendas parlamentares e elas estariam sendo liberadas. Mas eu não tenho notícia disso".

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