Andre Dusek/AE - 30.08.2011
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Temer defende voto aberto no Congresso

Para vice-presidente, sigilo em votações, como a que absolveu a deputada Jaqueline Roriz, não estão mais compatíveis com a democracia atual

Agência Estado

02 de setembro de 2011 | 14h27

O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou, em entrevista exclusiva à rádio Estadão ESPN, nesta sexta-feira, 2, que o voto aberto de parlamentares é atualmente "muito mais compatível" com a democracia do País. A declaração foi feita ao ser questionado a respeito da absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) no plenário da Câmara após votação secreta. Antes, na Comissão de Ética e com voto aberto, ela teve a cassação aprovada.

"O voto secreto foi uma conquista da democracia quando existia a figura do soberano. Mas as coisas vão mudando. Hoje, o voto aberto é muito mais compatível com a democracia consolidada vigente no País", afirmou. O sigilo é previsto em votações de processos de cassação parlamentar. Proposta de emenda constitucional que sugere o fim do sigilo em votações no Congresso está parada na Câmara desde 2006.

Dilma e Lula. O vice-presidente disse ainda que vê com naturalidade as conversas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora, Dilma Rousseff. Segundo ele, não há "sobreposição" da figura de um sobre o outro. "Vejo com muita naturalidade a troca de ideias entre a Dilma e o Lula. Afinal, ele governou o País por oito anos", disse. "Isto, ao invés de ser um fator negativo, deveria ser considerado um fator positivo", completou.  

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