Beto Barata/PR
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Temer defende reforma política e diz que é 'inviável' governar com 35 partidos

Presidente afirmou que a prioridade neste momento é a aprovação da PEC do teto, seguida pelas reformas da Previdência e trabalhista

Cláudia Trevisan e Fernando Nakagawa, enviados especiais, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2016 | 07h28

HANGZHOU, CHINA - O presidente Michel Temer disse neste sábado que "é inviável" governar o país com 35 partidos e defendeu a aprovação de uma reforma política pelo Congresso Nacional. Integrante da comitiva que acompanha o peemedebista em viagem à China, o presidente do Senado, Renan Calheiros, também afirmou que a fragmentação de legendas dificulta a governabilidade e que a reforma política é uma de suas prioridades.

Na avaliação do parlamentar, será mais fácil aprovar as mudanças no sistema político no Senado do que na Câmara, onde a representação é proporcional. Calheiros defendeu a adoção da cláusula de barreira, que exige um número mínimo de votos para os partidos terem presença no Congresso. Outra mudança é a proibição de coligações de legendas em eleições proporcionais.

A prioridade de Temer em sua volta ao Brasil, na terça-feira, será a aprovação da emenda constitucional que estabelece teto para o crescimento dos gastos públicos, considerada essencial para o equilíbrio fiscal. O presidente espera que a proposta receba o sinal verde dos parlamentares até o fim do ano.

Em sua avaliação, um indício do eventual apoio às medidas foi dado em maio, na aprovação da nova meta fiscal, que ampliou o déficit das contas públicas para R$ 170,5 bilhões. "O Congresso Nacional aprovou (a mudança) às 4h30 da manhã", disse o presidente.

Segundo ele, as duas outras prioridades do governo são as reformas da Previdência e a trabalhista. O presidente disse que haverá uma campanha para informar a população sobre a necessidade de mudanças no sistema de aposentadorias. "Não queremos algo que venha de cima para baixo, mas que venha por força do convencimento do povo brasileiro."

Temer defendeu ainda a flexibilização das relações trabalhistas e disse que "ninguém reclamou" quando a gestão de Dilma Rousseff editou medida provisória que permitia a redução dos salários em até 30% no âmbito de negociações entre empresas e trabalhadores. "Ninguém falou quando se tomou essa medida muito saudável que foi a redução, a permissão de redução salarial, por meio de convenção coletiva."

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