Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Temer defende doações de empresas a um só candidato

Em palestra sobre reforma política, vice-presidente defende debate sobre financiamento privado de campanha, tema em discussão no Supremo

Ana Fernandes, O Estado de S. Paulo

26 de janeiro de 2015 | 12h44

São Paulo - O vice-presidente Michel Temer (PMDB) disse nesta segunda-feira, 26, que o País tem maturidade para fazer reformulações político-partidárias e discutir, por exemplo, o modelo de financiamento de campanha. Para ele, uma mudança possível seria exigir que empresas ou grupos empresariais façam doações a apenas um candidato em eleições para cargos do Executivo.  

Em palestra na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre reforma política, Temer falou sobre o atual sistema de doações, também em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). Em abril do ano passado, seis dos onze ministros votaram a favor de uma ação que proíbe empresas de doarem dinheiro para candidatos, comitês eleitorais ou partidos políticos. O julgamento está parado no voto do ministro Gilmar Mendes, que pediu vista do processo.

Atualmente, as empresas, principais doadoras, podem aplicar até 2% do seu faturamento bruto apurado no ano anterior. As ações são permitidas em anos eleitorais ou não. O vice-presidente não detalhou qual poderia ser o porcentual doado. 

Temer defendeu ainda o sistema chamado "distritão" para eleição de deputados federais. Nesse sistema eleitoral, haveria uma eleição majoritária (vence quem tiver maioria de votos) por Estado para os candidatos à Câmara.

Para disputa de deputados estaduais e vereadores em cidades com mais de 200 mil habitantes, ele defendeu o sistema distrital puro. Tais mudanças acabariam com coligações feitas com vistas ao quociente eleitoral e com o fenômeno dos puxadores de votos.

Temer afirmou ainda ser "mais que considerável" a proposta de ter coincidência das eleições dados os custos para realizar os pleitos. E disse ser favorável ao fim da reeleição com extensão dos mandatos de quatro para cinco ou seis anos.

Após o evento, Temer tem um almoço com o presidente Fiesp e candidato derrotado ao governo paulista no ano passado pelo PMDB, Paulo Skaf.

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