Temer defende candidatura própria do PMDB em 2018

Vice-presidente diz que é 'coisa decidida' pensar em nome do partido para disputar a Presidência

Gustavo Porto - Agência Estado

17 de maio de 2013 | 13h56

O vice-presidente da República e presidente de honra do PMDB, Michel Temer, defendeu nesta sexta-feira, 17, a candidatura própria do partido ao executivo federal em 2018, o que poderia significar o fim da aliança com o PT caso ele a presidente Dilma Rousseff sejam reeleitos em 2014. "O sonho de todo partido é ter um dia candidato a presidente da República. Não temos tempo para preparar uma candidatura em 2014, mas teremos tempo em 2018 e isso é uma coisa decidida", disse Temer, em encontro com prefeitos e vice-prefeitos do PMDB de São Paulo, em Indaiatuba (SP).

Temer defendeu que o partido tenha candidatos a governador encabeçando chapas em todos os estados brasileiros em 2014, "particularmente em São Paulo", o que também significaria que PMDB e PT não se coligariam nas eleições gerais do próximo ano no Estado.

O vice-presidente lembrou também que no Estado o PMDB vota com o PSDB do governador Geraldo Alckmin, mas disse ter "convicção que o momento administrativo é diferente do momento político" e que o apoio ao executivo paulista não ocorrerá nas eleições.

Ainda em seu discurso, Temer exaltou aos políticos do partido a força do PMDB, comparada, segundo ele à da Presidência da República. "Acham que só tem poder quem é presidente da República, o que não é verdade. O PMDB tem poder político extraordinário", concluiu.

Apesar de integrar a base aliada do governo, o PMDB contrariou o Planalto durante a discussão da MP dos Portos nesta semana. O líder da sigla, deputado Eduardo Cunha (RJ), apresentou emenda que obstruiu a votação na Casa. A proposta acabou derrubada, mas causou desgaste.

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