Temer defende atual aliança governista só no segundo turno

A decisão do PSDB de lançar candidato próprio e encabeçar a chapa governista que concorrerá à Presidência da República poderá inviabilizar a reedição da aliança que reelegeu o presidente Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno e limitar a coalização para a disputa no segundo turno. Essa idéia foi discutida hoje durante almoço entre os presidentes do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC).A tese, lançada por Temer, será avaliada na próxima quarta-feira, quando haverá uma nova rodada de conversas entre os dirigentes do PMDB e PFL, que contará também com a presença do presidente do PSDB, deputado José Aníbal, para discutir a sucessão presidencial. "Estou convencido de que cada partido terá de lançar seu candidato no primeiro turno e reorganizar a aliança governista no segundo", afirmou Temer, para quem a tendência pelas candidaturas próprias estão se consolidando nos partidos, dificultando assim a coalização governista.O lançamento de um candidato único do PMDB, PFL e do PSDB no primeiro turno serviria, na avaliação de Temer, para antecipar a polarização das eleições que deveria ocorrer no segundo turno. "Além disso, eliminaríamos as brigas que já estão esboçadas nos partidos da base aliada", completou o deputado.Já o senador Jorge Bornhausen continua defendendo a candidatura única dos partidos que integram a aliança governista no primeiro turno. Mas ele disse entender que, se essa candidatura se revelar inviável, os aliados devem se preparar para se unirem no segundo turno.

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