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Temer cobra ajuda de Estados

Há duas semanas os Estados ficaram de apresentar por escrito aquilo que gostariam de ver contemplado no projeto que o governo pretende finalmente encaminhar ao Congresso na próxima semana

Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2016 | 03h00

O governo federal vai cobrar dos governadores pressa no envio de suas propostas para a reforma da Previdência. Há duas semanas os Estados ficaram de apresentar por escrito aquilo que gostariam de ver contemplado no projeto que o governo pretende finalmente encaminhar ao Congresso na próxima semana. 

Diante da dificuldade de fechar uma proposta unificada, que atenda às necessidades de todos os Estados, e não contemple especificidades que não podem estar na reforma, o governo decidiu que o órgão ideal para ser o interlocutor para o assunto é o Confaz, que reúne os secretários de Fazenda estaduais.

O secretário nacional da Previdência, Marcelo Caetano, pediu ao Confaz que encaminhe ainda nesta semana ao menos uma minuta da proposta dos Estados. O governo conta com a ajuda dos governadores na tramitação da medida no Congresso. Em contrapartida, acha que a reforma pode ajudar a equacionar parte dos graves problemas financeiros enfrentados pela maioria deles. 

TETO 1

Governo vai “vender” poder do Congresso de definir prioridades 

O mais novo discurso do governo para dissipar eventuais resistências à proposta de emenda constitucional que estabelece o teto de gastos públicos é o de que a medida não representa um corte de recursos, e sim disciplina sua aplicação. Com isso, dizem ministros, deputados e senadores terão um papel mais central na definição de prioridades durante a discussão do Orçamento.

TETO 2

Senado conflagrado preocupa mais que delação de Cunha

A preocupação do Planalto com a situação política do Senado e e seu eventual impacto na discussão da PEC do teto na Casa é maior que o temor de um efeito da prisão de Eduardo Cunha na votação na Câmara, nesta semana. Renan Calheiros (PMDB-AL) é conhecido por criar dificuldades para o governo — qualquer governo — quando está em apuros. Assim, ministros se apressam a sair em defesa da ação da Polícia Legislativa da Casa no episódio que originou a ação da Polícia Federal na Casa, na semana passada.

GERAL E IRRESTRITO

Colaboração de ex-deputado preocupa igrejas e empresas

Não são só os políticos que temem os efeitos de uma eventual colaboração judicial de Eduardo Cunha. Advogados criminalistas que acompanham a Lava Jato relatam uma movimentação intensa de igrejas evangélicas e empresas que se relacionaram com o ex-deputado nos últimos anos em busca de informações sobre as chances de ele fechar um acordo com a força-tarefa. Algumas dessas empresas chegaram, inclusive, a cogitar uma ação preventiva de contar como acionaram Cunha para cuidar de seus interesses, como a adotada por Eike Batista, mas foram desaconselhadas por advogados.

SOMBRA

Paulo Preto negocia falar sobre sua atuação e apavora tucanos

Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, começou a negociar com o Ministério Público para admitir sua atuação na arrecadação de propina para o PSDB em obras importantes do governo de São Paulo nos últimos anos. O ex-diretor da Dersa foi tragado pela Lava Jato no “recall” dos acordos de delação da Camargo Corrêa, depois de ter sido citado por executivos da Odebrecht. O clima no PSDB paulista é de tensão total.

MARCHA LENTA

Temer deve liberar recursos para 1.600 pequenas obras

O presidente Michel Temer recebeu do Ministério do Planejamento a lista com as 1.600 obras de pequeno porte que podem ser retomadas ainda neste ano para tentar aquecer a economia de pequenas cidades. Cada obra não deve ultrapassar R$ 5 milhões. O total de gastos deve chegar a R$ 2 bilhões, para os quais, segundo o estudo do ministro Dyogo Oliveira, há disponibilidade financeira sem atrapalhar o ajuste fiscal.

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