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Temer avalia realocar Imbassahy para Ministério da Transparência

Com o provável desembarque do PSDB, tucano é alvo de pressão do PMDB e do Centrão para que seja retirado da articulação política do governo

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2017 | 17h53

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer avalia realocar o atual titular da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), para o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União, segundo fontes envolvidas na negociação da reforma ministerial. Com o provável desembarque do PSDB do governo, o tucano é alvo de pressão do PMDB e de partidos do Centrão, principalmente o PP, para que seja retirado da articulação política do governo.

O cargo de ministro da Transparência está vago desde maio deste ano, quando o então titular da pasta, Torquato Jardim, saiu para assumir o Ministério da Justiça. Desde então, o posto é ocupado interinamente pelo secretário-executivo da pasta, Wagner Rosário. O órgão tem, entre suas principais responsabilidades, comandar os acordos de leniência, espécie de delação premiada para empresas privadas.

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Inicialmente, aliados de Imbassahy queriam que ele fosse realocado para o Ministério do Turismo. O argumento era o de que o atual titular da pasta, o deputado licenciado Marx Beltrão (AL), deve deixar o PMDB e se filiar ao PSD para disputar eleição ao Senado em 2018. A articulação, porém, enfrentou forte resistência do PMDB da Câmara. A bancada argumenta que, mesmo deixando a sigla, Beltrão continua tendo apoio dos deputados.

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Temer já conversou com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a saída de Imbassahy. No fim do ano passado, Maia negociou com o senador Aécio Neves (MG), presidente licenciado do PSDB, a nomeação de Imbassahy para a Secretaria de Governo em troca do apoio dos tucanos para sua reeleição ao comando da Casa. O deputado do DEM já teria se convencido da necessidade de trocar o comando da articulação política.

O substituto de Imbassahy na Secretaria de Governo deve ser um nome do PMDB, mas que será escolhido diretamente por Temer, de acordo com fontes envolvidas na negociação da reforma ministerial que o presidente está articulando. Peemedebistas nunca aceitaram o fato de Temer ter nomeado um tucano para substituir Geddel Vieira Lima, que está preso no âmbito da Operação Lava Jato, na articulação política.

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Um dos cotados para substituir Imbassahy é o advogado piauiense João Henrique de Almeida Souza, atual presidente do Conselho Nacional do Sesi. Ex-ministro de Transportes do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Henrique é membro da executiva nacional do PMDB e secretário-executivo da Fundação Ulysses Guimarães, braço teórico do partido.

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Temer decidiu antecipar a reforma ministerial após Bruno Araújo (PSDB-PE) pedir demissão do Ministério das Cidades. O tucano pediu para sair do cargo, alegando que não tinha mais apoio interno em seu partido para continuar no governo. Inicialmente, o presidente queria fazer um reforma ampla, obrigando todos ministros que serão candidatos em 2018 a já entregarem os cargos em dezembro. Após resistência da base aliada, contudo, deve fazer uma reforma pontual. 

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