Ueslei Marcelino|Reuters
Ueslei Marcelino|Reuters

Temer antecipa volta ao Brasil e discute com ministros sobre protestos

Ainda não há previsão de agenda, mas o núcleo duro do governo deve acertar os detalhes do desfile de amanhã por conta do Dia da Independência, avaliar as manifestações que estão ocorrendo no País, fazer um balanço da primeira viagem internacional do peemedebista

Carla Araújo, Rachel Gamarski e Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

06 de setembro de 2016 | 12h26

Brasília - O presidente Michel Temer antecipou seu retorno ao Brasil e chegou nesta manhã ao País. Ele já foi para o Palácio do Jaburu. A previsão inicial era que Temer chegasse apenas as 14h30. O presidente foi recebido na base aérea de Brasília pelos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que exerceu a presidência com a viagem de Temer à China.

Ainda não há previsão de agenda, mas o núcleo duro do governo deve acertar os detalhes do desfile de amanhã por conta do Dia da Independência, avaliar as manifestações que estão ocorrendo no País, fazer um balanço da primeira viagem internacional de Temer como efetivo, assim como alinhar a situação política, já que o governo precisa acelerar a agenda de reformas, mas a base aliada tem apresentado resistência, principalmente, em relação à reforma da Previdência.

Banco Central. O ministro Eliseu Padilha teria pela manhã uma reunião com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Por conta da chegada antecipada de Temer, Padilha foi receber o presidente e transferiu a agenda para às 14 horas na sede do Banco Central. Não foi divulgado o tema do encontro. 

Operação. Presente na comitiva de Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, evitou fazer declarações sobre a Operação Greenfield, deflagrada ontem pela Polícia Federal e que teve como um dos alvos o grupo J&F, cujo conselho consultivo foi presidido por Meirelles de 2012 até maio deste ano, quando assumiu a pasta. "Estou chegando de viagem e vou me informar sobre o que está acontecendo", limitou-se a dizer o ministro, visivelmente cansado.

A Operação Greenfield investiga fraudes bilionárias em quatro fundos de pensão de funcionários de estatais - Petros (Petrobrás), Funcef (Caixa), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). Segundo os investigadores, os fundos de pensão adquiriram cotas em fundos de investimento por participação (FIPs) com base em avaliações econômico-financeiras irregulares. Com o valor das empresas superestimado, o valor do aporte feito pelos fundos ficava artificialmente maior.

No início de julho, a PF já havia deflagrado a Operação Sépsis, no âmbito da Lava Jato, que incluiu buscas na Eldorado. À época, Meirelles apenas comentou que não tinha mais nenhuma ligação com empresas, incluindo a J&F. O grupo controla diversas empresas, entre elas o frigorífico JBS e a fábrica de celulose Eldorado. 

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