Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

'Temer agiu como sócio de Geddel', diz Lindbergh

Senador afirma ser possível pedido de impeachment em caso que configura 'tráfico de influência'

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2016 | 00h17

BRASÍLIA - O líder da oposição no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que a assessoria jurídica da bancada do partido vai verificar que medidas pode tomar contra a declaração do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de que teria sofrido pressão do presidente Michel Temer para liberar empreendimento imobiliário em Salvador, onde o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, diz ter um apartamento..

"É o presidente da República usando o seu cargo para pressionar um ministro por interesses particulares. Ele agiu como um sócio de Geddel. Foi um depoimento na Polícia Federal, não tem conversa de ouvi dizer", afirmou.

Para Lindbergh, as declarações são grave e configuram "tráfico de influência" por parte de Temer. Segundo ele, as medidas a serem tomadas serão anunciadas nesta sexta-feira, 25, mas adianta que um pedido de impeachment é possível. 

Já o líder da Rede na Câmara, Alessandro Molon (RJ), sugeriu a convocação do ex-ministro da Cultura para confirmar aos deputados a denúncia. Se Calero repetir o que disse à Polícia Federal, o deputado defenderá a coleta de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). "Se ele confirmar, a denúncia é extremamente grave", classificou Molon. Para o líder partidário, o caso demonstra inicialmente que o posto mais alto do País foi usado para pressionar um servidor público a atender o interesse privado de Geddel.

 

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