Beto Barata|PR
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Temer admite que seria 'ingênuo' negar preocupação com delação da Odebrecht

Presidente da República também negou que período de 'lua de mel' de seu governo com o empresariado tenha acabado

Daiene Cardoso, Luísa Martins e Elizabeth Lopes, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2016 | 15h23

Brasília - O presidente da República, Michel Temer, reconheceu pela primeira vez em público, neste domingo, em entrevista coletiva, estar preocupado com os efeitos da delação da Odebrecht, que deverá atingir partidos e políticos de todas as legendas. 

"Se dissesse que não há preocupação com a delação da Odebrecht, seria ingênuo. Claro que há preocupação de natureza institucional. Há preocupação, claro, não há dúvida que há", disse o peemedebista, após o anúncio, ao lado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do veto dos poderes executivo e legislativo à anistia ao caixa 2.

Questionado sobre qual atitude pretende adotar, caso surjam nomes de ministros de sua gestão nas delações dos executivos da empreiteira, Temer foi cauteloso e destacou: "No tocante aos ministros, vou verificar o que vem. E, se vier, vamos verificar caso a caso."

Lua de Mel. Na entrevista, o presidente da República rechaçou que tivesse ocorrido um período de "lua de mel" de seu governo com o empresariado. E, portanto, não se pode dizer que esse período tenha chegado ao fim. Na sua avaliação, o que houve "foi muito fel pela estrada". E continuou: "Houve gente que fez campanha contra, argumentativa e física." 

Segundo ele, a despeito deste cenário, a confiança vem crescendo aos poucos em razão de seu governo estar adotando as atitudes corretas para isso. "Não vejo críticas à equipe econômica, eventuais resultados (na economia) se darão no segundo semestre do ano que vem, nós não estamos parados, estamos trabalhando para gerar crescimento", argumentou. 

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