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Temendo protestos, PT desagrava Dirceu em local fechado

Com receio de que um ato público de desagravo fosse alvo de protestos da sociedade, a cúpula do governo e do PT decidiram tirar das ruas o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. A manifestação de apoio a Dirceu estava prevista para o dia 3 de março, em Brasília, e seria aberta. Hoje, porém, os dirigentes petistas resolveram adiar o ato para o dia 5 e realizá-lo em São Paulo, em local fechado. "O clima de Brasília é de muita fofoca e futrica", afirmou o presidente do PT, José Genoino. "Na Esplanada, no Congresso e no mercado, há um departamento de intriga e especulação, o fuxicômetro", completou.Genoino disse que o ato não será de desagravo a Dirceu, nem muito menos de massa, mas, sim, de apoio à sua atuação diante do caso Waldomiro Diniz. Ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil e homem da confiança de Dirceu, Waldomiro foi pego em flagrante pedindo propina e mesadas para campanhas eleitorais a um bicheiro. "O governo está investigando a fundo, não tem nada a esconder", afirmou Genoino."Vamos dar essas informações e preparar os dirigentes para a conferência eleitoral do PT, em abril." Ainda hoje, Genoino foi alertado pelo Planalto de que um ato público de desagravo a Dirceu, se feito com estardalhaço, poderia ter efeito contrário, neste momento. Motivo: o governo avalia que o carnaval exerceu um efeito apaziguador na crise, mas não é bom testar o ministro com uma manifestação pública, ainda mais em Brasília, perto do Planalto. Em São Paulo, reduto político do ministro, o ato poderá ter outro efeito. Além disso, a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), planeja uma festa conjunta com Dirceu, nos próximos dias. Dirceu faz aniversário no dia 16 de março e Marta, no dia 18.

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