Tem gente que acha que o corte vai ser pequeno, mas não vai, afirma Dilma

Presidente volta a defender necessidade de contingenciamento e diz que valor será o 'adequado' para o atual momento do País

RAFAEL MORAES MOURA, CARLA ARAÚJO E MÁRIO BRAGA, O Estado de S. Paulo

21 de maio de 2015 | 14h46

Brasília - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira, 21, que o governo anunciará o contingenciamento nesta sexta-feira, 22, e reforçou que ele será efetivo. "Tem gente que acha que [o corte] vai ser pequeno. Não vai. Eu dou o conceito, não o número. Ele será não tão grande, nem tão pequeno que não seja efetivo. Ele tem que ser absolutamente adequado", disse.

A presidente voltou a comparar a economia do governo com a economia de uma casa de família e disse que assim como as famílias não ficam paralisadas quando precisam economizar o governo também não será paralisado. "Nenhum contingenciamento paralisa governo", disse. "Vamos fazer uma boa economia para que o País possa crescer e possa ter sustentabilidade no crescimento", afirmou.

A presidente afirmou que o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, fará os anúncios do contingenciamento do Orçamento. Questionada, a presidente disse não saber se haverá exceções no projeto de desoneração da folha de pagamento.

Medidas Provisórias. Dilma afirmou que não é possível fazer prognósticos sobre o andamento das votações no Senado sobre as medidas provisórias que fazem parte do ajuste fiscal. "Somos um país democrático. Não existe a hipótese do Executivo dizer: aprova. Por isso é que dialogamos", afirmou, em Brasília, ao chegar no Itamaraty, onde oferece um almoço para a comitiva do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez.

Dilma afirmou que é preciso respeitar as discussões, mas que ela "quer e espera" que as medidas provisórias 664 e 665, que tratam de alteração nos benefícios trabalhistas, e que o projeto de desoneração da folha de pagamento sejam aprovadas. "E eu quero porque para o Brasil virar essa página é fundamental que nós façamos um ajuste", disse.

A presidente voltou a atribuir as dificuldades econômicas brasileiras à crise internacional e disse que algumas medidas tomadas pelo governo, como subsídios, créditos e desonerações, tiveram como objetivo impedir que a crise se alastrasse pelo País. "Mas tem um limite, agora temos que recompor nossas contas fiscais para poder prosseguir", afirmou.

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