‘Tem coisas que a gente não pode cortar’, diz Dilma

Em evento do Minha Casa Minha Vida no Rio, presidente afirma que não pode prejudicar ‘famílias e pessoas’

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

11 Novembro 2015 | 03h00

NOVA FRIBURGO - A presidente Dilma Rousseff reafirmou nesta terça-feira, 10, em Nova Friburgo, na região serrana do Estado do Rio, que não haverá cortes no programa Bolsa Família e que serão construídos mais 3 milhões de imóveis do programa Minha Casa Minha Vida. “Tem coisas que não pode cortar, senão prejudica a famílias e as pessoas. Vocês podem escutar por aí que o governo vai cortar Bolsa Família, mas posso garantir a vocês que o meu governo não vai cortar”, discursou a presidente em solenidade de entrega de unidades do Minha Casa.

Como mostrou o Estado na segunda-feira, 9, o relator-geral do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), vai propor um corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família, mas o governo tenta demovê-lo da ideia. Em todo o País, 23,2 milhões dos 47,8 milhões de beneficiários seriam excluídos do programa, diz o governo.

A presidente mais uma vez comparou os cortes no Orçamento a ajustes “que toda família toma quando está em dificuldades”. Dilma estava acompanhada do ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), que prometeu “para as próximas semanas” o lançamento de nova etapa do Minha Casa. Kassab elogiou Dilma pelo “governo honrado, que faz o que nunca foi feito em lugar nenhum”, em referência ao programa habitacional.

No palco de autoridades estava Mauro Saad, diretor da empreiteira Odebrecht, responsável pela construção dos imóveis. O presidente da construtora, Marcelo Odebrecht, está preso sob a acusação de envolvimento em crimes investigados pela Operação Lava Jato.

“Não vamos parar. Essas moradias têm um significado muito grande, além de ser um teto, é uma oportunidade de emprego para milhões de pessoas. É por isso que o programa tem de continuar”, afirmou Dilma.

Vaias. Na chegada ao local do evento, Dilma ouviu vaias de parte da plateia, formada, em sua maioria, por beneficiários do programa e moradores da região. Durante a cerimônia, não houve mais protestos. No discurso, Dilma lembrou das chuvas que atingiram a região em 2011 e deixaram cerca de mil mortos. “Nossa proposta era reconstruir a vida das pessoas atingidas, garantindo que tivessem acesso à casa própria.”

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