Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Telegram suspende canal falso com nome de Sergio Moro após disparo de conteúdo pornográfico

Equipe do ex-juiz nega que celular tenha sido invadido e afirma que conta não era oficial

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2021 | 14h12
Atualizado 03 de novembro de 2021 | 16h16

Uma conta falsa com o nome de Sérgio Moro foi banida do Telegram após distribuir conteúdo pornográfico na madrugada desta quarta-feira, 3. O canal foi criado com o usuário “sf_moro”, o mesmo utilizado pelo ex-juiz no Twitter, e se identificava como se fosse gerido por ele. A equipe do ex-ministro da Justiça nega que tenha havido uma nova invasão ao seu celular.

Ao Estadão, a assessoria de Moro informou que pediu ao aplicativo de mensagens que a conta seja recuperada e o domínio, concedido à equipe do ex-juiz. O objetivo é passar a usar o canal com finalidades políticas, já que Moro, prestes a se filiar ao Podemos, vem ampliando conversas sobre uma possível candidatura para a Presidência. É comum, entre os políticos, usar contas oficiais no Telegram para divulgar feitos políticos e informações de campanha.

O ex-ministro da Justiça teve seu celular hackeado em 2019, quando vazaram trocas de mensagens entre ele e o ex-coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol. A divulgação dos diálogos pelo site The Intercept ficou conhecida como “Vaza Jato” e deu base para a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo da operação, pedir a anulação de suas condenações.

Moro é xingado em aeroporto

Sérgio Moro foi xingado por manifestantes ao desembarcar no aeroporto de Brasília nesta quarta-feira. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o ex-ministro recebendo ofensas como "você é um lixo" e "juiz ladão". Sua viagem à capital federal antecede sua filiação partidária e deve conter conversas em torno de sua possível pré-candidatura ao Planalto. 

O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Estado de São Paulo (Sintrajud) contra a PEC 32, da reforma administrativa. Em parceria com outras dezenas de federações e sindicatos, a entidade vem abordando parlamentares no aeroporto de Brasília há pelo menos oito semanas. Enquanto o ex-juiz passava pelo saguão, manifestantes levantavam cartazes e bandeiras com palavras de ordem contra a proposta.

Moro desembarcou acompanhado da presidente do Podemos, Renata Abreu (SP), e do marqueteiro da legenda, Fernando Vieira. Eles não responderam às ofensas proferidas pelos manifestantes. 

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