Telefônicas admitem possibilidade de fraude em sistema

Audiência pública foi convocada para discutir notícias de compra de sigilo telefônico por R$ 1 mil

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

19 de novembro de 2008 | 13h59

Representantes da Vivo, Claro, TIM, Oi e Brasil Telecom admitiram nesta quarta-feira, 19, durante a audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, que os sistemas são passíveis de fraude, mas disseram estar empenhados em adotar medidas que reforcem a segurança dos dados dos clientes. O superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Jarbas Valente, explicou que a agência tem um grupo antifraude que vem trabalhando há quatro anos junto com as empresas para a implementação constante de novas medidas. A audiência pública foi convocada para discutir notícias veiculadas na imprensa de compra de sigilo telefônico por R$ 1 mil. Entre os casos de violação do sigilo, estariam os dados cadastrais do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e as contas de telefone do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e do deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).Segundo Valente, há quatro anos, as operadoras brasileiras só conseguiam faturar 60% das ligações feitas, principalmente por causa da clonagem de telefones. Hoje, esse porcentual subiu para 95%. A meta, segundo Valente, é reduzir as fraudes para 2% até fim do ano que vem. Mercadante, autor do requerimento de realização da audiência pública, disse que pretende chamar novamente ao Senado a Anatel e representantes da Polícia Federal para retomarem a discussão do assunto quando as investigações forem concluídas.

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