Telefonia móvel por satélite já cobre todo o País

O Brasil já está com 100% de sua área coberta pela telefonia móvel via satélite. Os mais de 8 milhões de quilômetros quadrados do território nacional, além das 200 milhas marítimas, estão cobertos em razão da inauguração, hoje, do gateway de Manaus (AM) ou estação terrestre de Manaus, da empresa de telefonia móvel por satélite Globalstar do Brasil. Os investimentos do grupo, no mundo, chegam a US$ 3,5 bi.Segundo o diretor-presidente da empresa no Brasil, Pedro Maisonnave, apenas no País, os investimentos devem chegar a US$ 180 mi até o final do ano. Com a retração do mercado de telefonia em geral, a estratégia da Globalstar do Brasil para este ano é o investimento em marketing. "No ano passado, aplicamos cerca de US$ 10 mi e, este ano, devemos manter este patamar", destaca Maisonnave.Antes da inauguração do gateway de Manaus, já estavam em operação no País as estações terrestres de Presidente Prudente (SP) e Petrolina (PE). Os telefones que utilizam a tecnologia via satélite são destinados a clientes que residem ou precisam se deslocar para regiões que não possuem cobertura do sistema convencional. O diretor-presidente da empresa no Brasil estima que, até o final do ano, o número de assinantes deva ultrapassar os 25 mil. "Em 2004, estaremos preparados para 500 mil clientes", reitera.Funcionamento - O aparelho desenvolvido pela empresa Globalstar funciona nos modos satelite, digital e celular terrestre. O sistema via satélite opera por meio dos gateways espalhados por vários países. Estas bases são responsáveis pela conexão dos terminais de usuários com a rede de 48 satélites de baixa órbita e as plantas de telefonia celular e fixa de cada região. Cada ligação é acompanhada por até 3 satélites. Quando o aparelho sai do campo de visão de um dos satélites, o sinal é automaticamente desviado para outro, sem interromper a chamada.A Globalstar é uma provedora mantida por um consórcio que engloba grandes empresas internacionais de telecomunicação, tais como Loral Space & Communications, Dasa, Qualcomm, Alcatel, Alinea, China Telecom, Dacom e France Telecom, entre outras.A suspensão do pagamento do principal e dos juros da dívida do grupo, no final do ano passado, teve alguns efeitos no cronograma do projeto no Brasil. "Tivemos um atraso no cronograma de 12 meses, mas nossos produtos são de qualidade e o Brasil é o nosso maior mercado. Por isso, estamos tendo fôlego financeiro para reestruturar a dívida e desenvolver nossas atividades", afirma Maisonnave.

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