Telefone de jornal da família de ACM estava grampeado

Um dos telefones do jornal Correio da Bahia, de propriedade de familiares do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), estava sendo grampeado. A descoberta foi feita no dia 18 do mês passado pelo técnico da empresa Telemar, Josimar Dias França, durante uma inspeção de rotina realizada num armário de distribuição de linhas telefônicas situado numa rua próxima ao jornal. O técnico, acompanhado do advogado da Telemar, Antonio Jorge Beltrão, comunicou o fato à polícia, que abriu inquérito. Somente hoje a notícia vazou em Salvador.No dia seguinte à descoberta, o advogado do jornal, Marcelo Coelho dos Santos Barreto, requisitou apuração também pela Superintendência da Polícia Federal na Bahia que, curiosamente, já investiga as denúncias de escutas telefônicas clandestinas realizadas pela Secretaria de Segurança Pública do Estado em telefones de políticos, advogados e juízes, supostamente a mando de ACM.A PF abriu uma investigação preliminar e descobriu que a extensão clandestina estava sendo usada por uma mulher cujo nome não foi revelado para não prejudicar a apuração. O número grampeado é usado para receber fax e como linha telefônica comum. Segundo Barreto, como o telefone vinha sendo utilizado para fazer e receber ligações, a extensão aparentemente teve o objetivo de interceptar as chamadas. Ao descobrir o grampo, o técnico Josimar França constatou que a extensão clandestina estava desviando a linha para o Edifício Gemini, na Rua Jornalista Orlando Garcia, Bairro Imbuí, próximo ao jornal. Na época, França não soube determinar, contudo, qual apartamento do edifício estaria ligado à extensão. Tecnicamente a Telemar não considera que houve grampo, mas a instalação de uma extensão ilegal para "roubo" de pulso telefônico. O grampo ficará caracterizado se for constatado que o autor gravou as conversas.Veja o índice de notícias sobre o grampo na Bahia

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