Técnicos têm dificuldade para içar rebocador na Baía de Guanabara

A operação para içar o rebocador Draco, que afundou na Baía de Guanabara, na quarta-feira, carregado com 35 mil litros de óleo, não tinha terminado até o início da noite desta sexta-feira. Aproximadamente 30 homens, entre mergulhadores, técnicos da Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema), da Saveiros Camuyranos, proprietária da embarcação, e agentes da Polícia Federal, participam do resgate. Uma barreira de contenção de 800 metros, formada por bóias, foi colocada em torno da área em que o rebocador afundou para evitar que mais óleo se espalhe na Baía. No acidente, houve um vazamento, mas, segundo a assessoria da Feema, ainda não há uma avaliação precisa do impacto ambiental. Um laudo será encaminhado semana que vem à Comissão Estadual de Controle Ambiental, que determinará o valor da multa a ser paga pela Saveiros. Depois de içarem o rebocador, que está a 12 metros de profundidade, com um guindaste, os técnicos vão levá-lo para o estaleiro da empresa em Niterói, no Grande Rio. O rebocador afundou após se chocar contra um navio que estava atracando. Ele deveria ter sido içado na manhã de hoje, mas os mergulhadores tiveram dificuldades para amarrar os dois cabos de aço usados na operação, pois o fundo da Baía naquele trecho é formado por tabatinga (substâcia dura como a argila) e não por lodo, como pensavam os técnicos.

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