Técnicos poderiam interditar P-36

O diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, José Coutinho Barbosa, disse há pouco que o boletim informando sobre o problema de pressurização do sistema de ventilação da plataforma foi redigido pelo supervisor de produção da P-36, Hélio Menezes Galvão, e encaminhado ao gerente setorial da P-36 em terra, Claronildo de Covas Santos. Segundo Coutinho, os dois técnicos tinham autonomia para mandar paralisar a produção da plataforma, caso concluíssem que havia algum problema sério. Coutinho garantiu que a diretoria da Petrobrás só tomou conhecimento do problema hoje pela manhã, embora estes relatórios tenham se repetido nos três dias que antecederam à explosão e constassem do sistema de intranet da empresa. A informação, aliás, foi excluída do sistema logo após o acidente pelo gerente-geral da Bacia de Campos, Carlos Eduardo Bellot. Segundo Coutinho, com a intenção de evitar que o texto fosse alterado. O diretor de Exploração e Produção não soube especificar os problemas que poderiam ter ocorrido com a pressurização do sistema de ventilação. Ele disse também que não se sabe ainda se esse sistema tinha ligação com a coluna de sustentação onde ocorreram as explosões. Ele informou que, no dia 14, Galvão foi susbstituído na plataforma por Paulo Roberto Viana, em uma troca normal de plantão.Hoje, o delegado titular de Macaé, Antônio Carlos Carvalho, informou que vai enviar ofício à Petrobrás requisitando os boletins diários de produção da plataforma P-36 que, segundo a própria empresa já admitiu, relatam problemas com os equipamentos. O policial disse que já havia ouvido comentários informais sobre esses boletins. "É uma informação muito importante, que pode mudar o rumo das investigações", comentou.

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