Técnicos da Receita fazem manifestação em Brasília

Com uma longa queima de fogos, começou por volta de 11h30 uma manifestação dos técnicos da Receita Federal em frente ao prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília. Os técnicos, que executam um trabalho de apoio aos fiscais da Receita, fazem hoje uma paralisação de 24 horas. Eles reivindicam a equiparação de seus salários aos dos agentes da Polícia Federal. Um técnico da Receita em início de carreira ganha R$ 2.400,00, enquanto um agente da Polícia Federal na mesma situação ganha R$ 4.130,00, segundo informações do SindiReceita. "Em 1995, ganhávamos mais do que eles", comentou o presidente do sindicato, Reynaldo Puggi. "No governo FHC, toda a política tributária se resumiu ao aumento das alíquotas, mas agora esse caminho está esgotado e queremos investimento na máquina." Segundo Puggi, a paralisação afeta todas as áreas da Receita, do atendimento ao contribuinte à fiscalização nas fronteiras. "Foz do Iguaçu parou e por isso a fronteira está aberta", afirmou. A Receita Federal não comenta essa informação. Representantes do sindicato têm agendada uma reunião com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, no próximo dia 16. "Se não houver uma sinalização positiva, vamos parar", afirmou Puggi. Atualmente, 6.500 funcionários públicos exercem a função de técnicos da Receita.Thomaz Bastos espera fim da paralisação para breveDepois de um café da manhã com a bancada do PT no Senado, que contou também com a participação de deputados do partido, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse que espera o mais breve possível o fim da greve da Polícia Federal. "Nós respeitamos, é uma greve pacífica, o canal de comunicação não foi fechado, temos um alto apreço pela Polícia Federal e esperamos que a greve continue pacífica" disse o ministro. Para ele, a PF tem prestado "relevantes serviços" ao Brasil. "E vamos tentar, dentro das contradições nornais da democracia, chegar a uma solução", afirmou. O ministro disse que qualquer negociação envolve concessão dos dois lados. Ele não quis prever quando acabará a greve. "Não tenho idéia, nem bola de cristal. De modo que não dá para dizer. Do nosso ponto de vista, o mais breve possível", afirmou.

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